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Do GameLab da Mentorama para um grande estúdio de jogos

Renato Alves iniciou sua trajetória profissional na Mentorama estudando no curso de Design de Games do zero ao PRO. Em pouco tempo de estudos e prática, ele já demonstrou ter as habilidades profissionais e interpessoais exigidas pela indústria de games.

Ele participou do GameLab da Mentorama – laboratório interno de aceleração de projetos de alunos dos cursos de desenvolvimento de games – e fez parte da equipe que desenvolveu o jogo September 28 Pizza, atuando como produtor. 

Recentemente, Renato Alves foi contratado como Associate Producer pela AQUIRIS, um dos maiores estúdios de games do Brasil. Nós conversamos com ele sobre essa experiência, estudos, processos seletivos e como é trabalhar na indústria de jogos. Confere abaixo.

Leia também: September 28 Pizza – um jogo criado do zero no GameLab da Mentorama

Por que você decidiu investir em uma carreira em games?

Foi um encontro entre sonho e necessidade. Venho da área de Arte e Cultura e em 2020, com a pandemia, o setor foi sumariamente impactado. Fiquei sem trabalho e em busca de uma alternativa, e aproveitei esse momento para investir num novo futuro.

 Eu queria poder fazer algo que não me prendesse geograficamente, então um trabalho que pudesse ser remoto era essencial, e acima de tudo precisava ser algo que eu gostasse, que tivesse paixão por fazer. 

Depois de assistir um dos webinars da Mentorama sobre jogos, decidi. Assim, comecei o curso de Design de Jogos.

Como foi sua jornada de aprendizado até o momento?

Comecei com o curso de Design de Jogos, procurei me dedicar ao máximo nele, tanto que com uma das tarefas dos primeiros módulos – de criar uma visual novel – consegui um primeiro trabalho formal na área, como game writer.

 Expandindo o conhecimento da área de jogos, tanto pelo curso de Design de Jogos, quanto pelos outros cursos que hoje também estou fazendo pela Mentorama (Profissão Unity Game Developer, Unreal Engine, entre outros) pude ter uma visão mais geral de todo o processo de desenvolvimento. 

Paralelo ao curso, também busquei conhecimento específico de metodologias ágeis de gestão de projetos e experimentei assumir o papel de produtor em alguns projetos independentes e de game jams (maratonas curtas de criação de jogos).

Por que você escolheu a Mentorama para estudar?

Logo de cara a metodologia me pareceu encaixar bem pra mim. Diferente de outros cursos online que são apenas vídeos para assistir, a Mentorama propõe atividades práticas a cada módulo, com avaliações e comentários super atenciosos dos mentores. 

Colocar a mão na massa se mostrou o melhor caminho para absorver esses conhecimentos e já construir material para portfólio!

Recentemente, você foi contratado para trabalhar como Associate Game Producer na AQUIRIS. Como foi o processo seletivo para a vaga e como você se preparou para ele?

O processo contou com três etapas: A primeira, uma entrevista com a responsável pelo recrutamento, foi uma conversa bem tranquila em que pude falar da minha trajetória e experiência como produtor, além de conhecer um pouco mais da própria empresa.

Renato Alves foi contratado como Associate Producer pela AQUIRIS

A segunda etapa foi um teste escrito em inglês com diversas questões sobre fundamentos de gestão de projetos, análise de alguns gráficos e uma mais complexa, em que era necessário descrever todo o processo para implementar uma funcionalidade nova em um jogo. 

Depois de aprovado nessa etapa, veio a última, que foi também uma entrevista, agora com o gestor direto com quem eu viria a trabalhar. 

Foi também uma conversa bem tranquila em que me foi perguntado um pouco mais em detalhes sobre experiências anteriores em produção de jogos. Todo esse processo aconteceu bem rápido, no tempo de uma semana.

Em relação a uma preparação para esse processo e entrevistas, diria que o principal foi conhecer mais sobre a empresa, valores, cultura e, principalmente, os jogos que já criaram. Se identificar com o que o estúdio cria, ao meu ver, é essencial para ter um bom match entre o profissional e a empresa.

Nos conte um pouco como está sendo a experiência de trabalhar em um estúdio de desenvolvimento de games.

Tem sido uma rotina de descobertas constantes! A possibilidade de trabalhar com dezenas de pessoas num mesmo projeto traz um número igual de oportunidades de aprendizado, de troca de experiências, de compreender melhor o trabalho desempenhado por cada pessoa envolvida. 

Temos um time completo, envolvendo concept artists, artistas 3D, audio designers, desenvolvedores, engenheiros de backend, tech-artists, designers de UX e UI, game designers, QAs, entre outros!

 Além disso, trabalho em conjunto com outros produtores mais experientes e toda essa troca de experiências me traz novos conhecimentos a todo momento. 

Tem sido uma experiência tão boa que recomendo a outras pessoas que tenham feito cursos aqui da Mentorama que se desafiem a tentar alguma das vagas abertas!

Quais desafios você encontrou durante sua trajetória e como lidou com eles?

Creio que o maior desafio, nesse ofício de produtor de jogos, tem sido compreender bem como o processo completo da concepção à publicação de jogos funciona e como fazer para que aconteça da melhor maneira, sem bloqueios, dentro do prazo e dentro do orçamento! 

A experiência que tive com o GameLab da Mentorama ajudou muito nessa visão sistêmica do desenvolvimento de jogos.

 Lá tive a oportunidade de atuar como produtor junto a uma equipe que em alguns meses conseguiu desenvolver e publicar um jogo na steam.

Quais são suas expectativas profissionais para o futuro?

Hoje, trabalhando como Associate Producer na AQUIRIS, vejo o quanto aprendi nos poucos meses que estou lá. Estar envolvido num projeto bem maior do que os que estava acostumado tem me proporcionado expandir meus conhecimentos e habilidades como produtor. 

Para mim, esse crescimento constante é um dos melhores combustíveis para continuar trilhando esse caminho. 

Eu sigo estudando, fazendo os cursos da Mentorama de game engines como Unity e Unreal, estudando programação e game design, tudo isso têm contribuído para meu trabalho como game producer e acredito que me ajudem a seguir trilhando carreira nesse ofício. 

Tem muita coisa interessante sendo feita e não vejo a hora de podermos contar tudo isso. Então, fiquem de olho, que logo vem novidades por aí!

Ficou inspirado(a) pela trajetória do Renato Alves e quer trabalhar com games? Entre em contato e descubra como podemos te auxiliar

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Carreira

Como ser mais produtivo na sua rotina?

Ser produtivo é um dilema para muitas pessoas. Como produzir mais? Como entregar projetos e trabalhos com mais eficiência?  São algumas das perguntas mais questionadas quando falamos no assunto. 

Produtividade é um processo que envolve dedicação, organização e muita calma.

Quer um spoiler? É impossível ser produtivo sempre, mas é possível gerir seu tempo para lidar com suas demandas de forma mais eficiente. 

Pensando nisso, nós separamos cinco dicas para te ajudar a ser mais produtivo na sua rotina profissional e pessoal. Segue o fio!

Leia também: “Cada profissional é um universo em expansão”

1) Organize sua rotina e demandas

Se você tem uma rotina corrida e uma alta demanda de tarefas, manter a produtividade todos os dias é uma tarefa extremamente difícil. 

Por essa razão, manter a sua rotina e as suas demandas organizadas não apenas facilita seu dia a dia, mas impacta no quão produtivo você é. 

Há várias ferramentas que podem te ajudar na organização. A primeira delas é a famosa agenda física, onde você pode anotar sua rotina diária, seus horários de trabalho, suas demandas e tudo o que for necessário. 

No entanto, se você não é fã de papel e caneta e é adepto do digital, há inúmeras outras opções como agendas digitais, aplicativos de organização e calendários virtuais.

Algumas dessas ferramentas são:

  • Google Agenda: serviço de agenda e calendário online oferecido gratuitamente pela empresa Google. Sendo assim, esse serviço possibilita que você anote todos os seus compromissos e se mantenha atualizado.
  • Notion: plataforma que oferece componentes como calendários, lembretes, tabelas, notas e quadros para a criação de sistemas de gerenciamento, organização, projetos, etc. Dessa forma, é possível criar a sua própria agenda digital do zero. 
  • Trello: aplicativo de gerenciamento de projetos. É bastante utilizado por empresas. No entanto, você pode criar um modelo que dê conta das suas demandas e compromissos.

2) Saiba qual é o horário do seu pico de produtividade

Você sabia que cada pessoa tem um período do dia em que se sente mais produtivo? Se você acreditava que isso era mito, enganou-se, porque é verdade.

Há pessoas que trabalham melhor durante as manhãs, enquanto outras são mais produtivas à noite, por exemplo.

De acordo com artigo da Forbes, isso não significa que apenas as pessoas que trabalham de manhã atingem a produtividade. O segredo é ter consciência sobre qual é o melhor horário para você focar no trabalho. 

uma figura de um homem traballhando em um notebook. Acima de sua cabeça há várias figuras de aplicativos e sites em que ele está trabalhando
Produtividade é um processo que envolve dedicação, organização e muita calma

Por isso, é necessário ser cético sobre dicas de produtividade. Às vezes, acordar às cinco da manhã não é a resposta que você estava procurando. Isto é, o melhor horário de trabalho de um outro profissional pode ser a pior hora para você. 

3) Distrações? Melhor não

Você precisa entregar uma arte até o final do dia? Ou finalizar um texto? Ou completar aquele projeto parado? Basicamente, você tem as demandas, mas não encontra o foco para terminá-las.

Esses momentos de procrastinação são impulsionados pelas distrações. Aquele vídeo no Instagram, aquela foto no Facebook, aquelas mensagens em grupos de Whatsapp…

Tudo aquilo que você poderia checar depois, mas está fazendo no momento em que deveria estar trabalhando são as famosas distrações. 

Se você tem dificuldade para estabelecer um tempo de trabalho, há uma técnica que pode te ajudar: o método pomodoro.

Mas, o que é isso? A técnica Pomodoro é um método de gerenciamento de tempo que consiste na utilização de um cronômetro para dividir o seu trabalho em períodos de 25 minutos, separados por breves intervalos de tempo. 

Você pode utilizar o seu próprio cronômetro no celular ou usar sites online ou aplicativos que possuem ciclos de pomodoro completos, como:

4) Delegue tarefas

Muitas vezes, você não está sendo produtivo, pois está executando muitas tarefas ao mesmo tempo. 

Lembre-se: você é uma pessoa só e não conseguirá dar conta de tudo. Portanto, aprenda a delegar demandas para outras pessoas. Isso se aplica no trabalho, mas também na sua vida pessoal.

Não espere chegar a exaustão para fazer isso. Sendo assim, ao dividir suas tarefas você terá mais tempo de qualidade para investir nas demandas que você mais gosta. 

5) Você não precisa ser produtivo o tempo todo

Não faça da produtividade a sua inimiga. A verdade é que você não será produtivo o tempo todo e está tudo bem. Em resumo, o ócio também é amigo da produtividade e criatividade. 

São nos momentos em que você não faz nada que novas ideias surgem. Em entrevista para Mentorama, o designer Leonardo Moura contou como lida com bloqueios criativos e sua dica de ouro é não se cobrar tanto

Quando eu vejo que estou num bloqueio, eu saio, brinco com meu filho, dou uma volta, faço qualquer outra coisa. Aí quando eu volto as coisas melhoram, isso é certo”, aponta Moura. 

Que tal colocar essas dicas em prática no seu dia a dia? Nos conte nos comentários que técnicas você usa para impulsionar sua produtividade.

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Design

Trabalhe como designer: descubra algumas profissões

 

As profissões de design são algumas das que mais crescem no mercado de trabalho atual. De acordo com dados do Fórum Econômico Mundial, as habilidades em design estão entre as 15 competências que são consideradas de alta demanda dentro das organizações.

Atualmente, as possibilidades de trabalho na área de design são variadas e há muitas carreiras promissoras.

Neste artigo, nós separamos quatro profissões que podem te agradar. Segue o fio.

Leia também: Entrevista com Leonardo Moura, criador do canal no Youtube Palestino Design

UX & UI Design

UX Design é abreviação de User Experience e diz respeito ao Design de experiência do usuário. Já o UI Design se refere ao termo User Interface, que significa o design de interface do usuário.

Enquanto o UX designer foca o seu trabalho para garantir que o usuário tenha a melhor experiência ao utilizar um determinado produto ou serviço no ambiente digital ou físico, o UI Designer trabalha nas principais estratégias para que a interação entre usuário e produto digital seja a melhor possível.

São duas áreas de trabalho diferentes, mas que se complementam. Em resumo, um UX Designer pode ser UI Designer também. Contudo, esse profissional precisa ter o conhecimento e o domínio das ferramentas em ambas as áreas.

Leia também: Dicas para conquistar mais clientes como UX/UI Designer

Web Design

O profissional de Web Design trabalha com aparência, layout e, em alguns casos, com o conteúdo do site. Dessa forma, sua rotina de trabalho envolve execução de tarefas que estão relacionadas à criação de páginas na web.

Para executar seu trabalho de forma efetiva, o web designer precisa ter conhecimento de noções de estética e acessibilidade e estar constantemente pesquisando tendências e aplicações possíveis. 

Quatro pessoas trabalham juntas na imagem e representam profissões de design. Há duas mulheres e dois homens.
O web designer trabalha com aparência, layout e, em alguns casos, com o conteúdo do site

É o web designer que faz as pesquisas necessárias para descobrir os objetivos do cliente com o website, quem são os usuários que acessam e como criar o melhor produto possível. 

“O web designer é responsável por criar toda a experiência digital, elaborar toda a questão de fluxo e entender qual é a melhor opção pro usuário e como ele vai chegar até tal situação”, explica o Designer Gráfico da Duck Design Studio, Lucas Muller em webinar para Mentorama.

Design de Interiores 

O Designer de interiores é o profissional que cria os espaços e ambientes, que atendam as necessidades do cliente e despertem emoções. 

Para colocar seu trabalho em prática, o designer de interiores precisa ter conhecimento de cores, texturas, tecidos, acabamentos e domínio de ferramentas de software para design e criação de desenhos 2D e 3D. 

Se você tem curiosidade para saber mais sobre design de interiores, assista ao webinar gratuito com a fundadora do Estúdio ATA e Diretora do RedStudio, Ana Trolller:

Design gráfico

O Designer Gráfico atua em muitos setores e é o responsável por distribuir imagens, cores, fontes dos textos e outros elementos em peças gráficas.

É ele quem desenvolve a comunicação visual presente em produtos como embalagens, outdoors, catálogos, revistas, websites, logotipos e identidade visual de uma marca, por exemplo.

Além disso, o designer gráfico também pode trabalhar com design de produtos e atuar no desenvolvimento dos aspectos estéticos, funcionais e utilitários do objeto. 

O designer gráfico também pode trabalhar desenhando peças de vestuário, jóias, móveis, equipamentos médicos e peças de maquinário. Deu para perceber que é uma carreira bem versátil, não é mesmo?  

Quer saber mais sobre essa profissão?

Assista ao webinar gratuito  “1001 utilidades do Design Gráfico: do conceito ao dia a dia” ministrado pela designer Gabriella Ceragioli:

E aí, gostou de descobrir mais sobre as possibilidades de trabalho na área de design? Qual carreira você gostaria de seguir? Nos conte nos comentários!

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Carreira

“Se você quer ser Designer tem que saber utilizar a criatividade ao seu favor”

Trabalhar com Design é estar em uma relação constante com a criatividade. E isso é algo que o designer Leonardo Moura sabe bem. 

Em 2011, ele criou o seu canal no Youtube Palestino Design, onde compartilha dicas e tutoriais que auxiliam outros profissionais a resolverem problemas fáceis e complicados das principais plataformas digitais utilizados por designers.

perfil de um homem desenhando em uma mesa digitalizadora
O canal no Youtube Palestino Design tem mais de 60 mil inscritos. Imagem: Leonardo Moura

Nessa entrevista exclusiva, ele contou sobre sua trajetória, deu dicas de carreira e falou um pouco sobre sua relação com criatividade e como lida com bloqueio criativo. 

Quer saber mais? Então confira a entrevista completa abaixo. 

Nos conte um pouco sobre sua trajetória profissional. 

Eu comecei trabalhando em uma gráfica, trabalhei nela por 3 anos, aprendi muita coisa lá, mas vi que eu queria mais, eu podia oferecer mais de mim.

 Então, fui trabalhar em um colégio particular para ajudar no marketing da escola, trabalhei por uns 3 anos nesse colégio e fui para uma agência onde fiquei mais uns 3 anos. Tudo é 3 anos (risos), não sei o porquê… 

Aí resolvi trilhar meu caminho como freelancer e hoje atuo como freelancer para esse mesmo colégio. Nesse tempo, o Palestino surgiu, a partir daí se tornou  muito maior que o Leonardo e tá aí até hoje.

O seu canal “Palestino Design” no Youtube tem mais de 60 mil inscritos e é uma referência para muitos profissionais. Como surgiu a ideia para criar essa conta?

Em 2011 quando comecei, eu não encontrava nada sobre como solucionar problemas fáceis relacionados a Design e aos programas da Adobe.

Desde o início eu criei o canal com a intenção de ajudar as pessoas a não passarem por perrengues que eu passei por não ter informações. 

Desde um simples problema de não saber criar um documento até um problema mais sério relacionado a fechamento de arquivos.

E por que a escolha de “Palestino Design”?

Como o meu apelido era Palestino e eu já assinava minhas artes com esse nome, na minha cabeça eu era uma empresa que estava ali sem ganhar nada, mas oferecendo algum serviço de Design. 

Então eu optei por colocar esse nome bem atípico, que falasse do que se tratava e ao mesmo tempo chamasse a atenção pelo nome diferente.

A indústria de Design tem crescido muito nos últimos anos e inúmeras pessoas vêm buscando uma carreira na área. Quais suas dicas para quem está começando?

A dica que eu sempre dou nos meus vídeos e lives é: estude muito, e quando eu falo estudar, não é só faculdade. 

Hoje, existem inúmeras ferramentas de estudo, como livros, e-books, vídeos, cursos online. Quanto mais preparado você estiver, melhor vai ser pra você chegar no mercado.

Muitas pessoas tem uma ideia de que para trabalhar como designer gráfico é preciso saber desenhar, isso é verdade?

Na minha humilde opinião, isso é fake (risos). Eu acredito muito no poder da criatividade. Eu sempre digo, se você quer ser Designer tem que saber utilizar a criatividade ao seu favor. 

O “saber desenhar” ao meu ver é apenas um diferencial no seu currículo, mas não é fator decisivo para você ser um Designer de qualidade.

Trabalhar com design é utilizar constantemente a criatividade, onde você busca inspiração? E como você lida com bloqueio criativo?

As minhas melhores fontes de inspiração atualmente estão no Instagram e aproveitando eu já vou dar uma dica pra vocês: tem um botãozinho para salvar as publicações que você gosta e isso é bom demais, eu faço direto, pois sempre que preciso de uma referência ou ideia eu sei onde procurar. 

o perfil de um homem desenhando em uma mesa digitalizadora
A criatividade é a maior aliada de designers. Imagem: Leonardo Moura

E a melhor dica que posso dar pra você furar o bloqueio criativo é relaxar, não se cobrar tanto. Quando eu vejo que estou num bloqueio, eu saio, brinco com meu filho, dou uma volta, faço qualquer outra coisa. Aí quando eu volto as coisas melhoram, isso é certo.

As vagas de emprego em design geralmente requerem um portfólio. No entanto, muitos iniciantes na área ainda não tem experiência no mercado, é possível criar um bom portfólio sem ter trabalhado em design ainda? 

Vou contar um segredo para vocês. Eu nunca montei um portfólio… (risos) sério. Em todas as empresas que eu trabalhei, inclusive agências, sempre fui contratado pelos trabalhos que estavam no meu Instagram e Facebook.

Eu acredito muito no poder das redes sociais e em como você pode utilizá-las para montar seu portfólio, seja ele com projetos reais ou fictícios.

Você é um dos embaixadores da Wacom aqui no Brasil. Na sua visão, como a tecnologia pode ajudar no trabalho de designers e profissionais ligados às artes?

Se você quer trabalhar com arte, design ou ilustração, é indispensável que você tenha ótimas ferramentas para chegar no seu melhor. Eu tenho muito amor pela Wacom e por mesas digitalizadoras desde que comecei nessa área.

  É como eu falo, é possível chegar em resultados apenas com o mouse? É. Porém, com a Wacom esses resultados são muito mais rápidos e com uma qualidade monstra. 

Eu tenho uma mesa digitalizadora e um display e posso garantir que é muito mais prático você ter ferramentas para te ajudar no trabalho, isso faz toda a diferença.

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Gamedev

Cinco passos para se tornar um desenvolvedor de jogos

 

Já imaginou trabalhar tirando suas ideias do papel e desenvolvendo universos incríveis em games? Como desenvolvedor de jogos, isso é possível.

A indústria de games é uma das mais desenvolvidas na atualidade. De acordo com dados da consultoria Newzoo, o mercado de games movimentou mais de 175 bilhões de dólares apenas em 2021. 

Como aponta o desenvolvedor de games e artista 3D, Luciano Soares, a indústria de games é uma das poucas que só cresce, independente de pandemia e recessão de mercado. “A indústria de games cresce um percentual médio de 6% por ano. Isso é muito dinheiro”, destaca. 

Se você quer iniciar sua jornada no mundo dos games, nós podemos te ajudar. Nesse texto, você descobrirá quais são os cinco passos mais importantes para começar uma carreira como desenvolvedor de jogos. 

Leia também: Tendências para o mundo dos games em 2022

Estude muito 

Qualquer profissional bem sucedido estudou muito para chegar onde está. Dessa forma, para conquistar uma carreira de sucesso no mercado dos games a lógica é a mesma.

A indústria de games tem inúmeras profissões diferentes. Contudo, se você já decidiu que quer trabalhar como desenvolvedor de games, agora chegou a hora de focar os seus estudos de forma mais direcionada a essa área. 

imagem de um menino utilizando um computador
A indústria de games é uma das mais desenvolvidas na atualidade 

Em entrevista à Mentorama, o Game Designer da Aquiris, Caio Prates, apontou que é extremamente importante estudar sobre a indústria de games como um todo.

“É muito importante entender todas as áreas de atuação no mundo dos games, pois elas oferecem diferentes oportunidades e também exigem qualificações específicas. (…) Um profissional bem preparado e que conhece a indústria consegue identificar e se destacar com muito mais facilidade.”, aponta Prates.

E como estudar? Os cursos profissionalizantes na área são um grande diferencial no mercado de trabalho. Além de você ter acesso aos conteúdos e ferramentas necessárias, investir em um curso é uma forma de se conectar com outros profissionais e desenvolver seu portfólio.

Se você está em busca de uma opção de curso online para aprender do zero, o programa Profissão Desenvolvedor de Jogos da Mentorama é uma ótima escolha, são dez meses aprendendo através de muita prática. 

Saiba um pouco sobre lógica de programação

Calma, você não precisa ser um expert em programação, mas estudar um pouco sobre lógica de programação é uma forma eficiente de iniciar no mundo dos games, pois você precisará desse conhecimento em diferentes tarefas na sua rotina.

A programadora de jogos da Aquiris, Alice Abreu, explica que esse período de experimentação é muito importante, já que é uma forma de   entender mais sobre a área e descobrir se você realmente gosta de trabalhar com isso. 

Ela indica alguns aplicativos úteis para isso em seu webinar: Grasshopper, Programming Hero e Solo Learn.

Quer aprender mais sobre desenvolvimento de jogos, mas ainda é iniciante? Então, assista todo o webinar gratuito ministrado pela Alice Abreu:

Conecte-se com outros profissionais

Quem tem conexões tem tudo, não é mesmo? Conhecer outras pessoas que trabalham na área e trocar ideias e experiências é uma forma de impulsionar sua carreira. 

Há inúmeras maneiras de fazer isso. Talvez a mais simples seja por meio de redes sociais, como LinkedIn, por exemplo. Encontre profissionais que trabalham no cargo que você gostaria ou na empresa que você admira e mande uma mensagem. 

Contudo, é importante pensar bem sobre o que você escreverá. Você pode comentar sobre algum trabalho que essa pessoa fez e você admira ou enviar uma dúvida pontual que você tenha sobre a profissão.  

Além disso, a comunidade de games é bastante conectada e há muitos eventos e competições que podem te ajudar a mostrar seu trabalho e conhecer novas pessoas. 

Em 2021, por exemplo, a Mentorama lançou uma Game Jam em parceria com Gilliard Lopes, senior Game Designer do Electronic Arts Vancouver na série FIFA.

 O mentoramer Maurício Wolff Garcia foi o vencedor e atualmente ele trabalha em um estúdio de games em Porto Alegre. Se você quer ler sua história completa, basta clicar no link abaixo.

Leia também: Aprender Design de Games do zero é possível? Nosso aluno prova que sim

Tenha um bom portfólio

O portfólio é a oportunidade de você demonstrar suas habilidades como desenvolvedor de games. Sendo assim, engana-se quem pensa que para ter um portfólio é preciso estar trabalhando em um estúdio de games. 

Ou seja, você pode desenvolver jogos experimentais de forma individual ou em uma equipe e disponibilizar em seu portfólio.

De acordo com o Head de Digital na Hogarth Francisco Zanetti em entrevista à Mentorama, um portfólio sólido precisa ter a personalidade do profissional e demonstrar seu pensamento, estilo, experiências e não apenas os projetos.

“Isso faz toda diferença para um recrutador, já que o soft skill é mais importante no momento da contratação. E claro, formatos diferenciados são importantes pois em uma apresentação tudo fala sobre você, não apenas o conteúdo escrito e visual.”, explica Zanetti. 

Aplique para vagas de emprego

Você já fez um curso profissionalizante, já estudou muito, participou de eventos e construiu seu networking e possui um portfólio? Agora chegou a hora de buscar oportunidades de trabalho. 

Em resumo, você pode buscar por vagas pelo LinkedIn ou acessando diretamente os sites de empresas e estúdios de games. Geralmente, no site você encontra uma seção chamada “vagas” ou “jobs”, onde estão disponibilizadas as vagas que estão abertas e seus requisitos. 

Além disso, no site Mapa da Indústria de Jogos você pode encontrar todas as empresas de games que estão atuando no Brasil. Faça sua pesquisa e encontre as empresas que mais te agradam.

Uma outra dica é seguir essas empresas nas redes sociais, pois você também pode ficar sabendo de alguma vaga por lá. 

E aí, gostou das dicas? Chegou a hora de colocá-las em prática! 

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Programação

Onde linguagens de programação são utilizadas?

 

Você tem interesse em investir em uma carreira em programação, mas está se perguntando quais são as possibilidades de trabalho nessa área? Então, esse texto é para você. 

A programação é uma das profissões mais versáteis da atualidade. Por essa razão, os programadores são profissionais bastante demandados em diferentes setores.

Para te mostrar as potencialidades de trabalhar nessa área, nós separamos quatro linguagens de programação e onde elas são mais utilizadas. 

Leia também: Linguagens de programação desenvolvidas por brasileiros

Python

Uma das linguagens de programação mais populares é a Python. Criada em 1991, a linguagem se popularizou entre programadores por ter uma sintaxe simples e por sua versatilidade.

Uma das áreas que mais utiliza a linguagem Python é a ciência de dados, pois ela possibilita a visualização e análise de dados de forma mais simplificada.

Além disso, com Python é possível acessar grandes bibliotecas de ciência de dados, facilitando o trabalho dos cientistas de dados.

Python também é muito útil para Machine Learning – aprendizado de máquina. Por se tratar de uma linguagem simples e fácil de aprender, Python acaba sendo muito prática para Machine Learning.

Quer aprender Python, mas não tem conhecimento prévio? Então, assista ao webinar gratuito “Introdução ao Python – Iniciando a jornada como programador”, ministrado pelo expert Felipe Assunção:

JavaScript

A linguagem de programação JavaScript, também conhecida como JS,  é utilizada no desenvolvimento de aplicações, sistemas e serviços de alta complexidade. 

JavaScript é aplicada principalmente em desenvolvimento web e desenvolvimento de software. Em resumo, essa linguagem atua na programação Front-End, ou seja, na parte mais visual de uma aplicação. Sendo assim, Javascript é utilizado com outras duas linguagens: HTML e CSS.

A programação é uma das profissões mais versáteis da atualidade

E para quem trabalha com desenvolvimento de jogos, aprender Javascript é um grande facilitador, pois essa linguagem possibilita a criação de funcionalidades interativas que podem ser aplicadas em todo tipo de documento HTML.

Java

Java é uma linguagem de programação orientada a objetos e é muito utilizada no desenvolvimento de sites e aplicativos.

Uma das grandes vantagens desta linguagem é a possibilidade de desenvolver softwares que são executáveis em diferentes plataformas como Windows, Linus e MAC. 

Dessa forma, o programador não precisa modificar sua aplicação para se adaptar às plataformas. Por essa razão, os sites ou aplicativos desenvolvidos em Java se adaptam bem a diferentes dispositivos como smartphones, notebooks, computadores e tablets.

Está pensando em aprender Java? Para te auxiliar nessa jornada, assista ao webinar gratuito “Java: como começar? Life hacks para iniciantes”, ministrado pelo desenvolvedor Sérgio Lopes:

C/C++

As linguagens de programação C e C++ são da mesma família, porém possuem suas diferenças. Enquanto C é orientada a procedimentos, C++ é orientada a objetos. 

Resumidamente, a linguagem C++ por ser mais atualizada possui mais recursos e possibilidade para desenvolvedores. 

C é utilizada principalmente na criação de sistemas operacionais como Windows e Linux. Já a linguagem C++ é muito usada no desenvolvimento de jogos que precisam de um alto rendimento. 

Após descobrir as possibilidades dessas quatro linguagens de programação, qual você escolherá para aprender mais sobre? Nos conte nos comentários.

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Carreira

Criatividade como resultado da curiosidade: entrevista com Fabio Caveira

Criatividade, uma palavra muito conhecida, cheia de significado e ideias, mas que pode causar pânico! Você já ouviu falar em branco criativo ou já teve algum bug ao tentar fazer alguma tarefa que pedia para você pensar “fora da caixa”? 

Pois é! Isso se chama “tentar acionar a criatividade” ou algo do tipo (na verdade não existe um nome pra isso, mas a gente deu mesmo assim. Percebe-se o esforço da redatora em ser criativa neste texto…).

A verdade é que a criatividade ainda pode assustar muitos profissionais iniciantes, principalmente aqueles que trabalham em áreas pertencentes a esse setor, como Design, Arquitetura, Publicidade e Comunicação no geral.

Leia também: Melhores plugins para usar no Figma

E o mercado da criatividade é GIGANTESCO!

Só no Brasil, o setor é composto por cerca de 52 mil companhias que detêm 87,6% dos negócios e empregam, cada, até 19 funcionários. E não para por aí!

De acordo com a edição de 2019 do Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, o mercado abriu mais de 24 mil vagas para profissionais criativos, se classificando como a nova economia do século 21: a economia criativa. 

Fórmulas, mágica, gênio da lâmpada [e a lista continua]? Infelizmente nenhuma dessas soluções estão à nossa disposição no momento.

Criatividade como resultado de curiosidade: entrevista com Fabio Caveira - Mentorama
Criatividade como resultado da curiosidade: entrevista com Fabio Caveira (Imagem: Mentorama)

Mas o que podemos fazer para sermos mais criativos? Quais são as técnicas que grandes nomes desse mercado utilizam? E como está o mercado da criatividade hoje?

“Somos chamados para ajudarmos com uma visão diferente e, a partir disso, criarmos algo novo

É assim que o nosso entrevistado do dia, Fabio Caveira, abre o bate papo sobre o tema, compartilhando com a gente a sua visão sobre a área criativa no Brasil e no mundo. 

BIO DO ENTREVISTADO – FABIO CAVEIRA
Fabio se considera "louco por publicidade", e sua carreira o já levou por todo o mundo: 
do Brasil a Portugal, Polônia, Romênia, Jordânia, Catar, China e agora Dubai. Depois 
de trabalhar em redes globais como J. Walter Thompson, Leo Burnett e Y&R, decidiu
migrar para o lado de agência, trabalhando em Shenzhen, na China. Depois de 2 anos, 
juntou-se à  Ogilvy como Diretor Criativo do Grupo, atuando em Dubai.

Algumas marcas que passaram pelas mãos do profissional: Huawe, QNB (Banco Nacional do
Qatar), Kia Motors, Portugal Telecom, Coca-Cola e Petrobras.

Além disso, Fabio é amplamente reconhecido pela indústria, recebendo prêmios e 
indicações como London International Awards, New York Festivals, Ad Stars Asia, Lisbon 
International Advertising Festival, Brazilian Creative Club - CCSP.

Sendo destaque em várias edições do Lürzer's Archive, Fabio também atuou no júri de 
festivais no Brasil, EUA, Coreia do Sul, Portugal e Reino Unido.

www.fabiocaveira.myportfolio.com

#entrevista “Criatividade como resultado da curiosidade”

Boa leitura!

1) Lemos no seu perfil algo inusitado e gostaríamos de começar com isso: por que raios você ainda não experimentou feijoada?

Eu era o típico cara “fresco” quando criança e cresci assim. Não comia várias coisas e tenho que admitir que eu era mega pentelho. Mas foi só sair do Brasil que comecei a experimentar novos pratos e sabores. Hoje, tendo oportunidade, gosto de provar comidas diferentes e exóticas, já comi desde morcego nas Ilhas Seichelles até cérebro de porco na China, mas ainda estou devendo a feijoada.

2) Sendo sua paixão viajar pelo mundo, experimentar novos sabores e conhecer novas culturas, o que mais te impactou pessoalmente e profissionalmente ao longo desses anos?

Pessoalmente foi ver o quão diverso é o mundo e as pessoas, e como é pouco ficar preso a um só lugar. Sei que é um privilégio poder viajar para vários lugares e ainda trabalhar com o que se gosta, mas eu recomendaria a qualquer um que caso tenha a chance de sair do lugar onde está, sair e ir ver o mundo ao vivo, fora das telinhas: saia e faça isso. O mundo é muito grande e as experiências e trocas são o que de melhor pode acontecer.

Profissionalmente foi descobrir que não somos donos da verdade (sim, muitos acreditam que são). Não somos contratados para mudar o entendimento do que é feito em determinado lugar, somos chamados para ajudarmos com uma visão diferente e, a partir daí, criarmos uma coisa nova.

É uma mistureba que pode dar certo ou não, e o quanto mais cedo você perceber que a sua verdade não é a única, você vai conseguir se inserir no seu novo lugar e fazer parte dele.

3) Sobre trabalhar no exterior, você poderia compartilhar conosco algumas dicas sobre como se preparar para buscar uma carreira fora? 

Você primeiramente deve ter em mente para onde gostaria de ir, qual agência, com quem trabalhar, coisas desse tipo, além de estar aberto a ter que, talvez, reaprender tudo. Ninguém liga muito para o que você já fez, e você vai ter que provar tudo de novo.

O inglês, dependendo do país que você for, vai ser primordial, ainda mais se você for redator. Mas não é regra.

Demora, é um processo demorado, tenho um amigo que levou 4 anos até conseguir uma oportunidade e hoje está em Cingapura. Não desista, crie uma rotina para acessar vagas e falar com os recruiters e pessoas que você conheça ou venha a conhecer.

O LinkedIn é uma ótima ferramenta. Lá você consegue fazer uma network interessante, saber sobre o que acontece no mercado em vários lugares e até saber de potenciais vagas.

4) O que é ser criativo, na sua opinião?

É ver o óbvio, mas de forma diferente. É ver diferente algo que todos veem da mesma maneira e achar um jeito inusitado de se contar esse algo. É meio que ser uma esponja também, você é feito das referências que você adquire com o passar dos anos, e acredite: tudo é referência.

5) Agora, aquela pergunta básica sobre a criatividade: como ser mais criativo? Existem meios [fórmulas] para desenvolver a criatividade? E como fugir ou lidar com o branco criativo?

Eu acho que todos somos criativos, mas a maioria vai perdendo o “dom” com o tempo por não exercitá-lo.

O mais próximo que você for da maneira de pensar de uma criança, que testa sempre coisas novas, não tem medo de errar e sempre se diverte ao tentar algo novo é o caminho. Trabalhar com criatividade é e deve ser divertido antes de tudo.

A fórmula é fazer sempre mais e fugir da saída mais fácil. Não existe segredo.

Já o branco criativo sempre vai existir. É tipo a “síndrome do impostor”, você sempre acha que vai chegar um dia que você não vai conseguir resolver um job e vai ser desmascarado…. mas você sempre acaba resolvendo.

6) E como fica a questão da criatividade trabalhando em países tão diferentes? Por exemplo, existe uma “verdade universal” sobre o que é ser criativo globalmente ou isso varia de local para local? Como lidar com esse tipo de situação?

Trabalhar com culturas diferentes é bacana porque você sempre aprende algo novo e acrescenta ao seu repertório (lembra da esponja que falei lá em cima?).

Verdade universal não sei, mas o aspecto cultural influencia muito no seu trabalho. Quando eu trabalhei na China foi difícil usar o humor tão comum a nós, latinos. A cultura oriental é mais sensível e tudo é voltado para verter as pessoas às lágrimas.

De novo, você não pode achar que vai chegar em uma cultura nova e mudar tudo. Não tem como.

Não existe certo e errado, existem maneiras diferentes de se fazer a mesma coisa e aí é que está a graça de se trabalhar com criação: você tentar achar uma maneira de se fazer interessante nesse novo universo.

7) Já sabemos que você é fã de memes, mas o que você acha sobre a facilidade do brasileiro em fazer meme com praticamente tudo? Vamos combinar que os memes brasileiros dão de 0 a 10 nos demais, né?!

O brasileiro tem que ser bem humorado até porque para se viver em um país com as inconstâncias políticas, sociais e econômicas como o Brasil, vira condição primordial para não acabar surtando.

8) Uso de novas tecnologias na indústria da criatividade: como você enxerga essa expansão do TI aliada à comunicação, resultando em projetos criativos cada vez mais tecnológicos e imersivos?

Eu acredito que independente de novas tecnologias e meios que surjam, o que vai determinar o sucesso de uma campanha vai ser sempre o poder da ideia que ela carrega e a pertinência dela com o problema que se pretende resolver.

Hoje você consegue ver muita tecnologia atrelada à campanhas, mas quando você espreme sobra um fiapo de ideia e, com o tempo, a novidade passa e fica um grande nada.

A ideia vem antes de tudo. A tecnologia é aliada e não um fim.

9) Pensando mais no mercado global, qual é o foco do setor criativo hoje, principalmente com o boom de diferentes conteúdos na internet, impulsionado pela pandemia e mais presença online?

O foco vai ser sempre resolver o problema do cliente e ser pertinente ao problema que é apresentado. Eu não comungo muito da ideia de que a publicidade deva “salvar o mundo” ou ter um propósito, como vemos cada vez mais e mais em campanhas por aí. Acho que deve haver um equilíbrio. Se você quer salvar o mundo, resolver as desigualdades que te incomodam seria melhor investir seu tempo trabalhando numa ONG, numa organização política para esse fim e dedicar sua vida a isso.

O nosso negócio é menos salvar o mundo, e mais sobre salvar o negócio do cliente. Nós assumimos a voz do cliente, somos pagos para isso, comunicar e vender algo.

Hoje, as marcas têm que saber se posicionar e ser mais entretenimento, visto que o grande competidor delas não é só o conteúdo do concorrente, mas dos Youtubers, Inluencers, TikTokers, bloggers, bloggers e por aí vai. Elas têm que reaprender a fazer parte da conversa e não interromper a conversa de uma maneira brusca.

10) Como juiz em várias premiações ao redor do mundo, o que você sempre leva em consideração ao julgar determinado projeto?

Eu sempre procuro a pertinência da peça na solução daquele problema a que se propõe e se a solução é criativa, inovadora ou inédita de alguma forma e que me faz falar no final: “PQ*/P, queria ter feito isso!”

11) E, por último, se você pudesse compartilhar algumas dicas para quem está começando agora em áreas criativas, quais seriam?

Primeiro: saiba quem fez o que no passado, os anuários estão aí para isso. Não é só respirar propaganda, mas se você não conhecer os grandes nomes e campanhas de ontem você perderá grandes dicas e não aprenderá com eles.

Está tudo online hoje e é de graça.

Seja apaixonado pelo que você faz: se você não for apaixonado por criatividade de maneira geral e não quiser dedicar grande parte da sua vida a trabalhando, grande parte de suas ideias reprovadas e ainda assim se divertir, você vai sofrer muito.

Não fique se comparando com o seu amigo do lado que está subindo na carreira mais rápido do que você, que está ganhando mais do que você, que ganhou mais prêmios que você. Cada um tem seu tempo.

Foque em fazer um trabalho bom, acima da média. Uma hora sua hora vai chegar, sempre chega!

Muitos desistem pelo caminho pois demanda muita entrega, comprometimento e paixão. É f*/da, mas não existe caminho fácil, por isso, foque mais em sua própria jornada.

 

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Design

Dicas para conquistar mais clientes como UX/UI Designer

Encontrar trabalho como freelancer em UX/UI pode ser algo intimidante, até mesmo para profissionais experientes. Contudo, abordando a questão da maneira certa, não é tão difícil assim.

Existem algumas técnicas que podem aumentar as suas chances de conquistar clientes.

Por exemplo, a maneira como você aborda o envio da sua proposta ou o uso de técnicas básicas para criar relacionamentos.

Confira a seguir 11 dicas poderosas da nossa parceira Awesomic.io, que ajudarão você a conseguir trabalhos de forma consistente como designer freelancer de UX/UI.

Preparação

Seja claro no seu valor

O valor que você transmite aos clientes em potencial é o que o diferencia da concorrência. Ao comunicar claramente o valor que você está oferecendo como freelancer, terá maiores chances de conquistar mais clientes.

A primeira coisa que você deve perguntar a si mesmo é qual é o seu valor. Para encontrar essa resposta, faça as seguintes perguntas:

  • Qual resultado seus clientes anteriores alcançaram graças ao trabalho que você fez para eles?
  • Qual experiência você tem que é única para você?
  • O que você tem a oferecer que outros designers não têm?

Por exemplo, se você tiver experiência trabalhando em um setor específico (saúde, tecnologia, finanças, estilo de vida etc.), terá mais valor para os clientes desse setor porque entenderá melhor as necessidades deles.

Pense a respeito do seu valor, então encontre a melhor maneira de comunicá-lo claramente. 

Você pode exibir prêmios conquistados em seu portfólio, incluir resultados específicos de projetos anteriores em seu pitch ou destacar alguma experiência específica na proposta que está enviando.

Falando em propostas, é uma boa ideia ter um serviço onde você possa criar e organizar toda a sua papelada, desde ideias, contratos, faturas e até seus impostos. 

Você é um profissional em início de carreira em UX/UI Design? Então, confira esse webinar gratuito com dicas exclusivas sobre a área ministrado pelo Product Designer, Felipe Santana.

Melhor Portfólio = Maior Taxa de Conversão de Clientes

Você já deve ter ouvido falar na expressão “a primeira impressão é a que fica”. Portanto, causar a impressão certa, fará com que você conquiste mais clientes. 

Dessa forma, é essencial você ter um bom portfólio, pois essa é uma das maneiras mais seguras de aumentar a sua taxa de conversão de clientes.

Porém, tenha em mente que o seu portfólio de UX não deve ser apenas algo para exibir seu trabalho. Seu portfólio também é um lugar para converter visitantes em clientes.

Para transformar seu portfólio em uma ferramenta poderosa, use  frases cativantes para chamar a atenção, evite adicionar links para outros sites e garanta que a plataforma em que você apresenta o seu portfólio funcione bem e esteja sempre online. Isso é muito importante. 

Você deve garantir que a página do seu portfólio forneça aos visitantes a experiência que você deseja que eles tenham ao contratar você. Faça a pesquisa, o protótipo, o teste,  o desenvolvimento e o lançamento da sua própria página como se fosse o projeto de um cliente.

Leia também: Portfólio de Designer – dicas para iniciantes

Faça com que clientes em potencial cheguem até você

Uma das melhores maneiras (e frequentemente esquecida) de obter novos clientes é criando conteúdo. Escrever artigos em blogs, criar templates ou outros ativos de interface do usuário ou fornecer conteúdo valioso em redes sociais é uma excelente forma de construir a sua reputação profissional e, ao mesmo tempo, ser encontrado por clientes em potencial.

Escrever artigos que falam sobre UX/UI Design é uma das melhores maneiras de fazer com que novos clientes encontrem você. Além disso, escrever sobre particularidades do design para um nicho ou indústria específica que você atende pode ser especialmente útil.

Faça a seguinte pergunta: quantos clientes eu preciso?

Esta é uma pergunta difícil de responder, pois depende de várias questões: quão ocupado você quer estar? Quer transformar seu negócio em uma agência? Você é bom em gerenciar múltiplas tarefas e em trabalhar com vários clientes ao mesmo tempo? 

Se você está apenas iniciando o seu negócio, o número ideal seria entre 5 a 7 clientes regulares. Estes devem ser os clientes que garantem o seu pão de cada dia contratando você repetidamente. 

Clientes assim permitem que você estabeleça um fluxo de caixa regular. Isso também faz com que você gaste menos tempo em busca de novos clientes e dedique mais tempo em fazer o seu trabalho.

Quando você está começando, nunca recuse um cliente em potencial. Dedique um tempo para conhecer o cliente e avaliar o projeto. Em alguns casos, você pode não querer o trabalho, mas é bom se encontrar com todos os possíveis clientes para começar a construir relacionamentos.

Mantenha atualizadas as suas páginas nas redes sociais

Como já mencionado, é muito importante que o seu portfólio esteja atualizado com seus projetos mais recentes. Isso também vale para seus perfis nas redes sociais.

Se um cliente em potencial visitar seu Instagram ou outro perfil qualquer e  observar que você não postou nada nos últimos meses, poderá presumir que você não está mais trabalhando como designer.

Manter os perfis em redes sociais atualizados é essencial para buscar vagas

 O mesmo vale para seu portfólio ou blog: se não houver atualizações nos últimos meses, um cliente pode acreditar que você não está mais no negócio e passar para o próximo UX/UI designer.

O mesmo se aplica para suas informações de contato. Garanta que seja fácil entrar em contato com você e que todos os formulários de contato estejam funcionando e atualizados. Não faça com que os possíveis clientes se esforcem mais do que o necessário para falar com você.

Como conquistar novos clientes?

Esta é a parte mais difícil de ser um freelancer. Como encontrar trabalho? A chave para encontrar clientes é construir uma rede de contatos e você pode fazer isso de muitas formas.

Rede de contatos sempre

Só de ouvirem a expressão “networking” ou “rede de contatos”, muitos UX/UI designers já ficam apavorados. É por isso que você deve abordar o networking do ponto de vista de construir relacionamentos mutuamente benéficos. Dessa forma, ficará muito menos intimidador.

Conheça pessoas com a intenção de conhecê-las. Não pense imediatamente no que elas podem fazer por você ou no que você pode conseguir delas. Em vez disso, veja como você pode ajudá-las.

Você pode conectar essa pessoa com outro profissional? Existe um ótimo livro ou artigo que você leu recentemente que possa servir para elas? 

Procure maneiras de se conectar em um nível autêntico e, a partir daí, construa seus relacionamentos. Talvez você acabe trabalhando com essas pessoas no futuro, ou talvez elas indiquem outras pessoas para você (e vice-versa).

 Sites para encontrar trabalho

Embora existam muitos sites diferentes para encontrar trabalho como freelancer, existem alguns que são mais adequados aos seus talentos e especialidades. 

Ao encontrar o site para freelancers que melhor funciona para você, conseguir novos clientes será muito mais fácil.

Se você quiser gastar menos tempo em sua busca por trabalho, utilize algum site que faça o trabalho por você e recomende seu perfil aos clientes. O Awesomic.io é uma ótima maneira de ser descoberto pelos clientes. 

O Awesomic é uma startup ucraniana que conecta designers e clientes ao redor do mundo através de uma plataforma muito conveniente.

Com a ajuda de um algoritmo de inteligência artificial, a plataforma determina as tarefas mais adequadas para cada designer com base em suas habilidades e conhecimentos. 

Com a Awesomic, você pode se concentrar totalmente na criação, pois há um fluxo constante de clientes, incluindo até startups YC.

Ao invés de trabalhar das 9h às 17h em um escritório abafado, você tem a possibilidade de trabalhar para seus clientes de qualquer lugar do mundo. Sim, flexibilidade e trabalho garantido podem estar lado a lado. 

Outros sites:
Solicite recomendações

Se você tem clientes satisfeitos, solicite que eles citem você como referências ou façam recomendações. Deixe eles cientes que você está aberto a encontrar novos clientes e que vai apreciar as referências.

Dependendo do serviço que você oferece, é possível até criar um programa de afiliados ou indicações.

Embora você possa achar que um cliente não vai querer indicar você a algum concorrente, lembre-se que a maioria dos negócios possuem parceiros de todo tipo de área.

Portanto, eles podem indicar você ou passar o contato de seus fornecedores ou outros negócios para você oferecer seu trabalho.

Há valor em fornecer boas referências no desenvolvimento de relacionamentos comerciais.

Vá a lugares que possíveis clientes frequentam

Existem clientes para você oferecer serviços de design em qualquer lugar, porém existem lugares onde é possível encontrá-los com maior frequência. É só entender onde eles gostam de passar seu tempo.

Por exemplo, conferências, encontros de comerciantes, seminários e outros eventos que reúnem pessoas que possam estar precisando de um serviço de design.

Também pode ser interessante visitar espaços de coworking, pois eles podem incluir clientes em potencial. 

Passe algum tempo trabalhando no local, conheça pessoas e discuta sobre parcerias tomando um cafezinho – ou algo mais forte. Você não deve ser muito insistente, mas também não precisa esperar que alguém te pergunte do nada: você é UX/UI designer?

Não importa onde você mora, é muito provável que seus possíveis clientes de design UX/UI estejam conversando e debatendo suas necessidades a apenas 50 quilômetros de você. 

Participar de alguns poucos encontros pode ajudar sua empresa a seguir o caminho certo e a obter uma boa reputação (se você oferecer resultados fantásticos, é claro).

Mantenha-se visível nos quadros de emprego

Os quadros de emprego são como restaurantes e bares. Os bons atraem tantos negócios que você acaba querendo procurar um lugar mais tranquilo para passar seu tempo. Algumas das melhores fontes de trabalho no momento são:

Confira a seção anterior sobre a rede de contatos para entender como divulgar seu trabalho nos quadros de empregos online. Muitos freelancers passam boa parte do dia procurando trabalho, mesmo quando as coisas estão boas. 

A fonte pode secar de uma hora para outra, então venda lugares na sua agenda constantemente e garanta trabalho para o futuro o máximo que você puder. Lembre-se de deixar bastante espaço na sua agenda.

Utilize dos princípios do Cold Outreach

Cold Outreach significa contatar alguém de uma forma proativa, basicamente é um contato com alguém que você nunca falou antes. Embora existam pessoas por aí afirmando que o Cold Outreach é irrelevante hoje em dia, dificilmente isso se tornará verdade. 

Você ficaria surpreso com o que pode conseguir simplesmente enviando e-mails. Não é difícil aprender como fazer o envio deste tipo de e-mail sem contato prévio, porém é preciso prática para dominar a arte. Você deve ser conciso e amigável e ao mesmo tempo permanecer profissional. 

A mensagem do seu e-mail não deve ser longa, mas deve ser relevante para as pessoas na qual você a está enviando.

 Pode ser um pouco assustador no começo, especialmente se você nunca fez isso antes – mas qualquer pessoa capaz de fazer frases com palavras aleatórias pode aprender essa habilidade. 

Se você tem a oportunidade de contratar um copywriter, é possível atribuir essa tarefa a ele. Caso contrário, considere buscar e ler alguns tutoriais sobre cold email outreach na Internet.

Encontrar trabalho como UX/UI freelancer pode ser difícil, mas como apontamos há inúmeras técnicas que podem ser aplicadas para conquistar mais clientes e impulsionar sua carreira.  

Que tal colocar essas dicas em prática? 

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Carreira

Design inclusivo: uma metodologia para impulsionar inovação

Você já deve ter ouvido termos como “design inclusivo” ou “design universal”, mas você sabe o que isso significa e qual o impacto da aplicação em empresas e organizações?

Nós conversamos com a  Beatriz Lonskis, consultora sênior em UX na Thoughtworks. Nesse bate-papo exclusivo, ela compartilhou suas experiências profissionais, apontou dicas para quem está começando em design e explicou conceitos importantes.

Quer saber mais? Leia abaixo:

Nos conte um pouco sobre sua trajetória profissional. 

A minha jornada profissional iniciou em design gráfico e editorial em 2005. Ou seja, atuo com design há 17 anos. Trabalho com UX desde 2011. Já trabalhei em algumas empresas de diversos segmentos como Editora Abril, Terra Networks, Valor Econômico e Itaú.

Atualmente, atuo como consultora sênior em UX na Thoughtworks. Recentemente, também comecei a atuar como especialista em acessibilidade e mentora para pessoas surdas, que têm interesse em começar ou migrar para a área de UX.

Você tem quase 20 anos de experiência em design e construiu uma carreira admirável. Quando você observa o mercado de trabalho atual há mais oportunidades de trabalho para pessoas com deficiência? 

Segundo a pesquisa Agência Brasil, menos de 1% dos profissionais com alguma deficiência estão no mercado de trabalho.

Ainda há muito chão pela frente para maior inclusão profissional das pessoas com deficiência. 

Mas, felizmente, há um número crescente de empresas conscientes e comprometidas com diversidade, equidade e inclusão (DEI).

Estão surgindo vários programas de capacitação e contratação dos profissionais com deficiência, por exemplo.

O que é design inclusivo e o que mais te encanta na área?

Design inclusivo é uma metodologia que contempla toda a gama de diversidade humana como habilidade, cultura, idade, gênero, entre outras diferenças humanas.

Me apaixonei por essa metodologia quando comecei a estudar em 2017, porque condiz muito com a minha visão sobre projetar o design, que é desenvolver e criar os produtos e serviços para todas as pessoas. 

Ou seja, entender as suas necessidades e incluir as pessoas na sociedade ao invés de excluí-las. Vou compartilhar um trecho que li no livro “Introdução do Design Inclusivo”, de Danila Gomes e Manuela Quaresma: 

“Além de ser uma ferramenta de inovação diante da competitividade industrial, o design busca soluções para questões que afligem a sociedade em áreas como saúde, educação e meio ambiente”. 

Cada vez mais as empresas estão investindo em formas de gerar melhores experiências para os usuários, assim como aprimorar a inclusão e acessibilidade em suas plataformas. Quais são os principais desafios que uma organização enfrenta ao implementar design inclusivo em seus processos e plataformas?

Entre os principais desafios, estão a falta de capacitação técnica e a estrutura dos times especializados em design inclusivo e acessibilidade digital.

 Além de implementar a cultura de acessibilidade digital nas empresas.Tem que estar estabelecida essa cultura no cerne da empresa para, então, escalar os conhecimentos e a entrega dos produtos inclusivos e mais valiosos. 

Em contraponto, quais os principais benefícios da implementação de design inclusivo em uma empresa?

As empresas que adotam a acessibilidade como uma proposta de valor alto, como um motor de inovação, acabam impulsionando a inovação.

Com os produtos mais inclusivos e, consequentemente, inovadores, atendem maior número de clientes. 

Os produtos inclusivos se tornam mais inovadores por conseguirem adotar algumas funcionalidades, que não foram contempladas. Por exemplo, o Xbox Adaptive Controller que chegou no mercado nacional ano passado.

Também há uma funcionalidade de adicionar o áudio com a pronúncia correta de seu nome no Linkedin.

Você poderia citar alguns exemplos de design inclusivo em que você trabalhou e que te fazem sentir orgulhosa?

Aqui na Thoughtworks, fizemos uma pesquisa qualitativa interna sobre diversos perfis das pessoas com deficiência.

Também realizamos workshops com stakeholders para o alinhamento sobre os resultados da pesquisa e geração de insights ricos para as futuras ações e iniciativas. Foi um passo muito importante e especial para mim. 

Ao pesquisarmos sobre design inclusivo, há outros termos que aparecem com frequência, como “design universal”. Quais as principais diferenças entre design inclusivo e design universal?

Pergunta excelente e importante! Os termos são bem parecidos, mas os conceitos diferem entre si. O design universal olha para uma solução que atenda o maior número possível de pessoas. Nisso, as características particulares das pessoas não são contempladas, com pouca possibilidade de adaptação.

O design inclusivo, por sua vez, considera diversas possíveis soluções que atendam a diversidade nas necessidades das pessoas usuárias. 

Design universal é comumente abordado nos espaços arquitetônicos/físicos enquanto design inclusivo é contemplado nos ambientes digitais, onde é possível experimentar e desenvolver diversas soluções digitais para atender à variação nas necessidades diversas das pessoas.

Quais suas dicas para quem gostaria de trabalhar com design inclusivo?

Comece estudando acessibilidade e design inclusivo. Também teste métodos de design inclusivo nos projetos em que estiver atuando. Por exemplo, fazer pesquisas qualitativas e quantitativas com as pessoas de diversos perfis e necessidades e construir personas inclusivas.

Explicar aos gestores, colegas (de diversos papéis) e stakeholders sobre a importância de adotar a acessibilidade no estágio inicial ao invés de deixar para a etapa final.

Também ajuda cultivar networking com os profissionais de acessibilidade e design inclusivo para trocar informações sobre o mercado brasileiro de acessibilidade e suas ferramentas. 

Recado final:

Antes de encerrar a entrevista, gostaria de convidar os leitores a refletir que a inclusão tem muito a ver com projetar o futuro. Como diz a designer Kat Holmes, os momentos de transição tecnológica possibilitam projetar novos modelos que garantam que não gerarão exclusão. 

Se não for considerada a importância da inclusão no cerne da inteligência artificial, corremos o risco de ampliar um ciclo de exclusão em grande escala, difícil de ser revertida.

Enfim, nós, os profissionais de tecnologia, sempre questionamos o status quo, pensamos de forma sistêmica, observando e prevendo o impacto de nossos projetos nas pessoas e no ecossistema e como podem colaborar (ou não) na construção de um mundo melhor. Quem está dentro?

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Design

Melhores plugins para usar no Figma

Plugins para usar no Figma: quais os mais populares e os melhores?

É o que vamos responder neste texto. Afinal, se tem ferramenta ganhando upgrade, tem designer precisando saber sobre. 

Quando o assunto é criatividade e soluções que dão um gás na rotina de criação, os designers de plantão sabem muito bem o quão importante é ter soluções que os ajudam no dia a dia. E o Figma é uma delas, se destacando por várias razões. 

Leia também: Design – dicas para ter criatividade

Figma, o aliado fiel dos designers

O Figma caiu nas graças do Design, justamente por ser uma ferramenta completa, focada em UX e UI, online, colaborativa (estilo Google Docs), ou seja, várias pessoas de uma equipe podem editar um mesmo projeto, além de ser gratuita.  

Por muito tempo, os designers recorriam aos pacotes de programas de edição que acabam sendo mais complexos, principalmente para uso rápido e objetivos específicos.

Ganhando um conjunto de plugins recentemente, o Figma entra em cena para facilitar ainda mais o desenvolvimento de projetos criativos! 

O Figma caiu nas graças do Design justamente por ser uma ferramenta completa

Aprenda mais sobre o Figma: use todas as funcionalidades dessa ferramenta a seu favor! 

E é óbvio que traríamos os 8 melhores plugins para você usar na ferramenta. 

Segue a nossa lista abaixo, dividida em plugins mais populares e os melhores para usar no Figma! 

#SugestãoMentorama: favorite essa página para voltar aqui sempre que precisar de um novo plugin. E continue a leitura para ter acesso a um bônus sobre plugin no Figma 😉 

Os plugins mais populares no Figma

Existem alguns plugins do Figma que provavelmente você já deve conhecer, mas, por via das dúvidas, listamos abaixo para que você não perca nenhum benefício dessa ferramenta. Eles são super  conhecidos pelos usuários de outras ferramentas de design:

  • Content Reel (biblioteca da Microsoft de imagens, avatares, ícones e strings de texto)
  • Unsplash (importa imagens de outros locais)
  • Humaaans (biblioteca de ilustrações combinadas)
  • Stark ou A11y (verificador de contraste de cores)

Esses plugins do Figma são realmente os melhores e, mesmo não precisando deles com tanta frequência, é muito bom saber que eles existem para quando for necessário. Agora, vamos para a lista dos 8 melhores plugins para usar no Figma!

8 melhores plugins para usar no Figma

E para começar, tem ele: o Wireframe. 

  1. Wireframe

Com mais de 300 mil downloads, este é aquele plugin perfeito. Com um conjunto de templates já moldados para Web e Mobile, o grande destaque do Wireframe é que os seus templates são divididos em categorias que podem ser adicionadas diretamente à página do Figma, apenas clicando no frame desejado. 

  1. Iconify

O Iconify já é um dos queridinhos dos designers, justamente por oferecer quase uma infinidade de ícones (mais de 50.000) a serem trabalhados em projetos de UI, por exemplo. Além disso, o Iconify permite importar ícones de outras plataformas, como o FontAwesome e o Twitter Emoji.

  1. Datavizer

Outro plugin indispensável no dia a dia dos designers é o Datavizer. Criando gráficos personalizáveis, o Datavizer tem a sua usabilidade voltada para a simplicidade. Isso porque ele combina dados do Excel, Numbers, Google Sheets ou de um arquivo CSV, com designs impressionantes.

Além disso, o Datavizer é uma ótima alternativa de sincronização com o JSON (JavaScript Object Notation – um formato aberto usado para a transferência de dados). 

  1. Vectary 3D

Este é outro que precisa estar nesta lista.  Se a ideia é impressionar, o Vectary 3D sabe muito bem como fazer. Com ele, você pode adicionar seus projetos à terceira dimensão ou apenas utilizar elementos 3D personalizáveis. Defina a perspectiva que deseja e adicione 3D em seus materiais em poucos cliques. 

  1. Font Preview

Que tal ter mais de mil estilos de tipografia diretamente no Figma?
Esta é a grande sacada do Font Preview! Esse plugin trabalha diferentes tipos de caligrafia para os textos do seu projeto, fazendo isso diretamente dentro do seu design. 

  1. Arrow Auto

O sexto plugin da lista, e o que pode ser o sinônimo de agilidade por aqui, é o Arrow Auto. Extremamente funcional na criação de fluxogramas para Figma, o Arrow Auto também é ótimo para criar mapas e fluxos de demandas totalmente automáticos. Isso sem falar que ele ainda possui outros recursos, como a opções de mover objetos conectados. Vale muito a pena!

  1. Figmotion

Esse plugin também bate recordes de downloads. O motivo é simples: traz vida ao seu projeto, através da animação. Muitos designers desconhecem essa funcionalidade e acabam não utilizando a animação em seus materiais, um recurso extremamente atrativo no mercado.

Com o Figmotion, é possível criar animações de forma simples e fácil de serem transmitidas.

  1. Remove BG

Estamos falando de praticidade, não é mesmo? Portanto, o Remove BG é outro plugin que vai facilitar demais a sua vida como designer.

Por ser uma ferramenta da Web que remove o fundo das imagens de bitmap, transformando-as em PNGs transparentes, a praticidade do Remove BG é justamente fazer isso, só que diretamente dentro do Figma. 

Você conhece outro plugin incrível para usar no Figma e que não está na nossa lista? Conte pra gente nos comentários! 

Bônus

Um outro plugin importante para o trabalho com o Figma é o Todo

Sinônimo de  planejamento, o Todo foi projetado para acompanhar detalhadamente todas as tarefas do seu projeto sem que, para isso, você recorra a um app ou outra plataforma. O Todo  organiza as suas tarefas por prioridade dentro do próprio Figma. 

 E, aí, curtiu o conteúdo?  Compartilhe com aquela pessoa que vai adorar receber essas dicas de plugins para usar no Figma.

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