Categorias
Carreira

Dia do Orgulho LGBTQIA+: por que investir em diversidade e inclusão?

O dia 28 de junho marca o Dia do Orgulho LGBTQIA+. Essa é uma data importante, que representa a luta pela igualdade de direitos, o combate às discriminações e o respeito à diversidade.

Falar sobre direitos para pessoas LGBTQIA+, é falar também sobre oportunidades no mercado de trabalho e sobre criar ambientes acolhedores e acessíveis para diferentes pessoas. 

Investir em diversidade e inclusão em empresas e organizações não apenas é um caminho para inovação, como também é a decisão certa a ser tomada.

 Para aprofundarmos o debate sobre o tema, nós batemos um papo com o especialista em Diversidade e Inclusão na Vagas, Renan Batistela

Nessa entrevista exclusiva, ele compartilhou sua trajetória profissional na área e deu dicas para empresas e profissionais LGBTQIA+ que estão buscando espaços que promovam diversidade e inclusão. 

Quer saber mais? Confira a entrevista!

O que te motivou a trabalhar com diversidade e inclusão (D&I)? 

Eu sou gay e filho de mãe negra, então mesmo que de forma inconsciente, eu já sou envolvido com essa temática desde que me entendo por gente, mas de forma consciente mesmo foi a partir de 2018 quando eu comecei a consumir conteúdos de D&I. 

Renan Batistela é especialista em Diversidade e Inclusão na Vagas

Depois em 2019 quando passei a fazer parte do grupo de D&I que tínhamos na Vagas. De lá pra cá tenho feito pós-graduação e vários cursos que me capacitaram e fizeram com que eu recebesse o gentil convite da Vagas em assumir essa frente na empresa.

Para quem está entrando em contato com a temática pela primeira vez através dessa entrevista, você poderia explicar o que significa diversidade e inclusão no mercado de trabalho?

Parece que essas duas palavras são a mesma coisa, mas na verdade têm significados completamente diferentes.

Diversidade é algo quantitativo, pois tem a ver com os recortes sociais e até mesmo grupos minorizados, como mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+, pessoas com deficiência, entre outras. 

Sendo assim, fazer diversidade em uma empresa seria garantir essas representatividades que temos na sociedade no quadro de pessoas colaboradoras. 

Já a inclusão é algo qualitativo, pois tem a ver com a forma com que as pessoas de todos esses recortes citados são tratadas dentro de uma empresa, considerando todas as suas diferenças. 

Nesse caso, a inclusão seria, por exemplo, oferecer um ambiente de trabalho acessível para uma pessoa com deficiência, assim como, no caso de pessoas trans, utilizar corretamente os pronomes e nomes com os quais essas pessoas gostariam de ser chamadas.

Você poderia dar alguns exemplos de ações que você desenvolveu de diversidade e inclusão na Vagas.com? Como elas impactaram a empresa?

A frente de D&I existe há cerca de 1 ano na Vagas. De lá pra cá tivemos algumas entregas importantes como em um censo demográfico para monitorarmos as representatividades, uma agenda de eventos para garantir o letramento sobre diversas temáticas de D&I.

Temos meta de contratação para diversidade, bem como a abertura de processos seletivos afirmativos, ou seja, exclusivos para alguns recortes, grupo de afinidade de mulheres, criação de canal de ouvidoria interna para o recebimento de eventuais relatos de preconceito ou criação entre outras ações.

Já tivemos oportunidade de questionar as pessoas colaboradoras sobre a satisfação que têm com as ações de D&I na empresa e no geral os retornos são bem positivos.

 D&I é uma tema que tá na veia das pessoas da Vagas, de forma que isso passa a ser discutido no desenvolvimento de produtos. Já houve até uma situação em que ao abrir uma vaga, as próprias pessoas do time já se anteciparam e pediram ao RH para que a posição fosse exclusiva para pessoas negras, por exemplo.

Na sua opinião, como está o cenário brasileiro no que diz respeito a ações e estratégias que promovem diversidade e inclusão no mercado de trabalho? As empresas têm olhado com mais atenção para essas esferas? 

Percebo que ano a ano essa preocupação vem aumentando por parte das empresas, mas infelizmente nem sempre as ações são feitas com tanta intencionalidade.

 Ainda é possível perceber uma certa “diversity washing”, ou seja, a empresa faz D&I para parecer diversa e inclusiva nas redes sociais, mas são ações pontuais como pouca estratégia, mais uma estratégia de marketing.

Ao mesmo tempo há várias empresas que fazem D&I de forma mais intencional, conscientes de que isso causa mais engajamento, inovação e, consequentemente, mais resultados financeiros da empresa e, acima de tudo, porque é o certo a ser feito.

De acordo com a Forbes, companhias que investem em times mais diversos têm uma receita de 19% a mais, devido à inovação. Mas, tirando o valor econômico de cena, quais outras razões para uma empresa investir em diversidade e inclusão?

Uma empresa deveria investir em D&I, pois isso causa um clima melhor dentro da empresa, mas pessoas tendem a trabalhar mais felizes, pois podem ser autenticamente quem elas são, sem gastar energia se escondendo ou se desvencilhando do preconceito. 

Além disso, volto a dizer que é o certo a ser feito, não porque é uma questão de a empresa estar “sendo legal”, mas sim por reconhecer que vivemos em um país em que as pessoas são diferentes umas das outras e, por conta dessas diferenças, nem todas as pessoas partem do mesmo lugar e isso implica em não ter as mesmas oportunidades, sem contar todo o preconceito e discriminação que ainda existe atualmente em nossa sociedade.

Como transformar um ambiente de trabalho em um espaço mais inclusivo? Que dicas você daria para empresas e profissionais?

Acredito que para que isso aconteça, é necessário que a empresa inclua a diversidade e inclusão no planejamento estratégico, para que essa pauta realmente receba o foco que merece. 

Se possível, ter uma pessoa focada neste tema dentro da empresa facilitaria na entrega de projetos e ações e na disseminação para toda a empresa, inclusive a liderança. 

Além disso, outra prática para deixar “quente” o tema dentro da empresa é a criação de grupos de afinidade, que são grupos de pessoas colaboradoras de um determinado recorte social, com o objetivo de discutir assuntos e pensar em ações internas.

Estamos em junho, mês do orgulho LGBTQIA+. Para profissionais LGBTQIA+ trabalhar em um ambiente que promova acolhimento, segurança e diversidade é extremamente importante. Quais conselhos você dá para quem está procurando emprego: como saber se uma empresa realmente promove diversidade e inclusão em seus espaços? Há indícios que podem ser observados já na etapa de seleção?

Vivemos na era das redes sociais, então se eu estivesse desempregado e interessado em trabalhar em alguma empresa em específico, certamente tentaria me comunicar com pessoas que trabalhassem lá para investigar a existência de ações de D&I ou até mesmo pesquisar o perfil da empresa no Glassdoor, que é uma plataforma que mostra informações importantes das organizações baseadas em avaliações de pessoas que trabalharam ou ainda trabalham lá.

Outra opção seria questionar a pessoa recrutadora durante a entrevista, perguntando sobre a prática de D&I para pessoas colaboradoras, no produto. Isso pode, inclusive, ser visto de forma positiva em uma entrevista

Quer impactar sua carreira? Entre em contato e descubra como podemos te auxiliar.

 

Categorias
Carreira

Como estudar de maneiras criativas

Estudar não precisa ser uma tarefa chata e cansativa, também não significa ficar horas assistindo uma aula e fazendo anotações. 

É possível aprender novas tendências, técnicas e ferramentas da sua área fazendo outras atividades que são comuns na sua rotina. 

Para te auxiliar a impulsionar os seus estudos de forma criativa, nós selecionamos algumas atividades que você pode colocar em prática no seu dia a dia. 

LEIA TAMBÉM: CRIATIVIDADE COMO RESULTADO DA CURIOSIDADE – ENTREVISTA COM FABIO CAVEIRA

Acompanhe profissionais nas redes sociais

Atualmente, as redes sociais são parte da nossa rotina diária. Você já parou para pensar em quantas horas você gasta checando o feed do Instagram? E se você utilizasse esse tempo para acompanhar profissionais que trabalham na sua área?

Para demonstrar como o Instagram pode ser seu aliado, vamos pegar a profissão de UX Designer como exemplo.

Há inúmeros perfis no Instagram dedicados a conteúdos sobre a rotina da profissão, técnicas, ferramentas, conteúdos e materiais para te auxiliar no crescimento profissional. 

Pensando nisso, criamos uma lista de perfis de UX Designers que você precisa começar a seguir o quanto antes para aprender UX Design. 

  • Nina_talks

A UI/UX Designer Karina Tronkos é uma das maiores referências da área. Em seu perfil no Instagram @Nina_talks ela reúne mais de 100 mil seguidores. 

Com seus projetos inovadores voltados para a educação, ela já venceu cinco edições da Worldwide Developers Conference da Apple.

Karina trabalha como UI/UX Designer na Fjord Brasil e em sua conta  ela compartilha sua jornada no UX Design e tudo que a inspira e empolga no universo da tecnologia. Ou seja, é uma profissional que você PRECISA acompanhar, não é mesmo?

Se você quer conhecer mais sobre sua história, leia a entrevista que ela concedeu a Mentorama em 2021, clique aqui.

Além disso, ela foi mentora de um webinar exclusivo e gratuito sobre mitos, verdades e segredos do UX Design:

  • Andrey Knabbenn

O Andrey Knabbenn é product designer na Simples Dental e é criador do perfil @andreyknabbenn no Instagram, referência em UX & UI Design. Em sua conta, ele compartilha dicas, links úteis para designers, tutoriais sobre técnicas da profissão e sua experiência na área. 

Ah, e o Andrey também já passou por aqui e bateu um papo incrível sobre a área de UX/UI Design. Leia a entrevista completa, clicando aqui

  • Ayama.design

A UX Designer Ágata Yamashiro é product designer na Shell e mora em Londres, no Reino Unido. Se você sonha em trabalhar no exterior esse é um perfil que você certamente deveria seguir. 

Em sua conta no Instagram @ayama.design ela compartilha suas experiências na profissão, mas, principalmente, dicas para quem quer fazer uma transição de carreira para o exterior. 

Quer começar uma carreira como UX Designer?

Então, confira o curso de UX Design da Mentorama. São 5 meses aprendendo na prática com mentores experts do mercado.

E se você quer se aprofundar nessa carreira, o Programa Profissão UX/UI Designer é para você, são quatro cursos em um só programa.

Leia livros 

Se seu hobby é ler um bom livro, por que não usar esse momento para estudar de uma maneira mais leve? Frequentemente, ao falarmos em livros para estudos já pensamos naquelas leituras maçantes e técnicas, mas não precisa ser assim. 

Para exemplificar, vamos pensar nas profissões que envolvem desenvolvimento de jogos. Pode parecer estranho pensar que você pode estudar sobre jogos lendo livros…

O X da questão é que trabalhar com games envolve muita criatividade e as páginas de um livro podem ser uma forma de você aflorar suas ideias. 

na figura há uma técnica para estudar: uma menina lê algum material na internet e a seu lado há vários livros
Ler pode ser uma maneira leve de estudar sobre sua área.
Algumas indicações: 

O livro escrito pelo jornalista Jason Schreier acompanha os bastidores de criação e desenvolvimento de jogos. Além disso, o autor também analisa casos de fracassos e de games bem-sucedidos. 

Nesta obra, você consegue entrar de maneira profunda no processo criativo desses profissionais e entender mais sobre esse mundo.

Sendo assim, não é uma leitura pesada ou técnica. Dessa forma, você pode ler no momento em que achar melhor. 

Você conhece aquela frase famosa de Isaac Newton: “Se eu vi, foi por estar sobre ombros de gigantes”? Em síntese, ela se aplica perfeitamente para esse livro escrito pelo renomado game designer e diretor criativo, Scott Rogers.

Ele atuou no desenvolvimento de mais de 50 jogos AAA para Sony, Disney, Capcom, THQ e Namco. Em suma, Scott Rogers é literalmente um gigante do mundo dos games e nada melhor do que “ver além” a partir de sua experiência.

Nesse livro, ele ensina como desenvolver um jogo a partir das preferências dos jogadores, como criar personagens cativantes assim como contar uma boa história, que desafie quem está jogando. 

  • Livros de ficção e fantasia

Não é novidade que trabalhar com games é estar constantemente em contato com sua criatividade. Em contrapartida ao que muita gente pensa,  livros de ficção e fantasia são ótimas opções de estudo. 

Em outras palavras, essas leituras são formas de colocar em prática sua imaginação e, consequentemente, sua criatividade.

Quer um exemplo disso? Os alunos da Mentorama que participaram do primeiro GameLab tiveram como inspiração o jogo Resident Evil 3 para criar o game September 28 Pizza

Tendo em vista esse exemplo, você já pensou o quão produtivo pode ser ler a série de livros do Resident Evil? Portanto, além de jogar os games, você pode ler as histórias e se inspirar com as narrativas criadas. Talvez essa leitura desperte uma nova ideia, não é mesmo? 

Assista séries e filmes

Quem não gosta de relaxar assistindo uma série ou um filme? E se eu te disser que você pode estudar enquanto faz isso? Por exemplo, muitos filmes e séries são baseados em histórias de profissionais reais.

Nesse sentido, as narrativas audiovisuais são ótimas para conhecer mais sobre sua área de atuação. Além disso, até produções de ficção científica podem trazer insights produtivos para você aplicar no seu trabalho.

Para te mostrar como é possível estudar enquanto assiste a filmes e séries selecionamos algumas produções para quem trabalha com tecnologia, principalmente, com programação. Confere só:

  • O jogo da imitação (2014)

Em resumo, o filme conta a história da invenção do primeiro computador, desenvolvido por Alan Turing – matemático e cientista da computação – e seu time.

A narrativa é bastante inspiradora para programadores, pois mostra os desafios enfrentados pelos profissionais para analisar as possibilidades de codificação de um Enigma em apenas 18 horas. Confira o trailer, clicando aqui

  • Silicon Valley (2014-2019)

Essa série ambientada no Vale do Silício, região da Califórnia muito conhecida pelas inovações tecnológicas, é uma das mais queridinhas de muitos programadores. 

A história é em torno de um grupo de desenvolvedores que criam um novo programa com o intuito de impressionar um bilionário do ramo tecnológico. 

Em resumo, o interessante da série é acompanhar o funcionamento de uma startup de tecnologia e os principais desafios enfrentados por programadores e o melhor é que isso é feito com muito humor em episódios de apenas 30 minutos. Assista o trailer, clicando aqui

  • Ela (2013)

Por fim, para provar que é possível estudar com ficção, a última indicação é o filme “Ela”.  Em síntese, a história acompanha o escritor Theodore que desenvolve uma relação de amor com um sistema operacional de inteligência artificial de seu computador. 

Se você gosta de tecnologia, programação e inteligência artificial, esse filme é ótimo para observar alguns aspectos dessa tecnologia ficcional (mas que se aproxima muito da realidade). Confira o trailer, clicando aqui

E aí, gostou das dicas? Aproveite o seu tempo livre para acessar algum dos materiais indicados aqui e estudar de uma forma criativa. Certamente será muito produtivo para sua carreira. 

Quer impactar sua carreira? Entre em contato e descubra como podemos te auxiliar.

Categorias
Carreira

Como mudar de carreira?

Mudar de carreira pode ser uma decisão bastante difícil para muitas pessoas. Esse é um passo que requer muito autoconhecimento, planejamento e paciência. 

Mas, uma coisa é certa: não importa qual sua profissão, quantos anos você tem e em que estágio da sua vida você está, é sempre possível fazer uma transição de carreira de forma bem-sucedida.

Para te auxiliar nesse momento, nós separamos algumas dicas para você aplicar no processo de mudança de profissão. Confere abaixo:

LEIA TAMBÉM: COMO SER MAIS PRODUTIVO NA SUA ROTINA

Entenda o seu momento atual

Avalie a sua vida profissional e pessoal. Você gosta do local onde está trabalhando? Você tem tempo para estudar e trabalhar ao mesmo tempo? O seu salário atual é compatível com suas expectativas? Quais são as razões para a mudança de carreira?

Todas essas questões são importantes para você entender quais são os próximos passos. Mudar de carreira não é igual para todo mundo. Há pessoas que continuam em seus trabalhos atuais enquanto investem em uma nova profissão. No entanto, há outras que resolvem se demitir para começar. 

Ao analisar de maneira profunda a sua realidade atual, será possível ter uma ideia mais clara de qual é o melhor momento para dar o primeiro passo na sua mudança de carreira. 

Além disso, ter consciência das razões pelas quais você está fazendo isso também será um ótimo guia na sua trajetória. 

Planejamento é o segredo

Ao perguntarmos para a QA Analyst Conie Menezes qual era a sua dica para pessoas que desejam mudar de carreira, sua resposta foi: planejamento.

Conie auxiliou inúmeras mulheres em suas transições de carreira para QA. Atualmente, ela trabalha em Portugal e essa mudança exigiu muita pesquisa e preparo. 

Portanto, não importa qual profissão você deseja migrar, você precisará estudar sobre ela.

Sendo assim, organizar o seu cronograma e suas demandas é indispensável para entender em que momento do seu dia você estará se dedicando ao planejamento da sua mudança de carreira. 

a figura de um homem de costas fazendo o planejamento para mudar de carreira em um quadro branco
Planejamento é essencial para uma mudança de carreira bem-sucedida

“Se você se organiza e se policia para estudar e não ficar à toa nas redes sociais, quando menos esperar, você já fez a transição”, aconselha Conie Menezes em entrevista para Mentorama

Teste a profissão

Se você tem certeza sobre a sua transição de carreira, então pule essa dica. Mas, se você está em dúvidas e não está sentindo muita segurança, fazer um “test drive” pode te ajudar. 

Esse é um conselho do UX Designer Andrey Knabbenn, ou seja, ao consumir conteúdos sobre pessoas da área que você quer migrar você consegue entender melhor a profissão e se você gostaria de trabalhar com aquilo. 

Além disso, é interessante – se possível – participar de encontros, eventos, conversar com outros profissionais e tirar suas dúvidas sobre o que te espera nessa nova profissão. 

“Isso é o que eu chamo de ‘transição segura’, o segredo é ir com calma e não se preocupar em saber tudo, eu até hoje vivo descobrindo coisas novas, isso é super normal”, explica Andrey Knabbenn em bate-papo com a Mentorama.

Aproveite suas experiências anteriores

Pode parecer que não, mas as suas experiências anteriores podem ser muito produtivas para o seu novo trabalho. 

Dessa forma, analise a sua trajetória profissional e tenha claro em sua mente quais são as habilidades que você desenvolveu em outras experiências que podem ser transferíveis para essa nova profissão. 

Numa transição de carreira é muito importante você entender onde você se encaixa na indústria e como as suas experiências anteriores podem ser aproveitadas na sua nova jornada. Para isso você precisará dedicar um tempo estudando a área em que pretende atuar.”, é o que aponta o Game Designer da Aquiris, Caio Prates, em entrevista para Mentorama.

Considere investir em um curso

Na maioria das seleções de trabalho, os currículos e portfólios continuam sendo super valorizados. Não basta você atestar com palavras que sabe fazer algo, você precisa demonstrar isso com exemplos.

Um dos grandes medos de profissionais em transição de carreira é ter que investir muitos anos de suas vidas em um novo curso de graduação, por exemplo. Na verdade, isso não é necessário. 

Uma boa notícia é que cursos profissionalizantes online são muito práticos e eficientes para aprender as habilidades de uma nova profissão.

Se você deseja estudar nesse formato, dê uma olhada nos cursos da Mentorama, clicando aqui.

Quer impactar sua carreira? Entre em contato e descubra como podemos te auxiliar.

Categorias
Carreira

Como ser mais produtivo na sua rotina

Ser produtivo é um dilema para muitas pessoas. Como produzir mais? Como entregar projetos e trabalhos com mais eficiência?  São algumas das perguntas mais questionadas quando falamos no assunto. 

Produtividade é um processo que envolve dedicação, organização e muita calma.

Quer um spoiler? É impossível ser produtivo sempre, mas é possível gerir seu tempo para lidar com suas demandas de forma mais eficiente. 

Pensando nisso, nós separamos cinco dicas para te ajudar a ser mais produtivo na sua rotina profissional e pessoal. Segue o fio!

Leia também: “Cada profissional é um universo em expansão”

1) Organize sua rotina e demandas

Se você tem uma rotina corrida e uma alta demanda de tarefas, manter a produtividade todos os dias é uma tarefa extremamente difícil. 

Por essa razão, manter a sua rotina e as suas demandas organizadas não apenas facilita seu dia a dia, mas impacta no quão produtivo você é. 

Há várias ferramentas que podem te ajudar na organização. A primeira delas é a famosa agenda física, onde você pode anotar sua rotina diária, seus horários de trabalho, suas demandas e tudo o que for necessário. 

No entanto, se você não é fã de papel e caneta e é adepto do digital, há inúmeras outras opções como agendas digitais, aplicativos de organização e calendários virtuais.

Algumas dessas ferramentas são:

  • Google Agenda: serviço de agenda e calendário online oferecido gratuitamente pela empresa Google. Sendo assim, esse serviço possibilita que você anote todos os seus compromissos e se mantenha atualizado.
  • Notion: plataforma que oferece componentes como calendários, lembretes, tabelas, notas e quadros para a criação de sistemas de gerenciamento, organização, projetos, etc. Dessa forma, é possível criar a sua própria agenda digital do zero. 
  • Trello: aplicativo de gerenciamento de projetos. É bastante utilizado por empresas. No entanto, você pode criar um modelo que dê conta das suas demandas e compromissos.

2) Saiba qual é o horário do seu pico de produtividade

Você sabia que cada pessoa tem um período do dia em que se sente mais produtivo? Se você acreditava que isso era mito, enganou-se, porque é verdade.

Há pessoas que trabalham melhor durante as manhãs, enquanto outras são mais produtivas à noite, por exemplo.

De acordo com artigo da Forbes, isso não significa que apenas as pessoas que trabalham de manhã atingem a produtividade. O segredo é ter consciência sobre qual é o melhor horário para você focar no trabalho. 

uma figura de um homem traballhando em um notebook. Acima de sua cabeça há várias figuras de aplicativos e sites em que ele está trabalhando
Produtividade é um processo que envolve dedicação, organização e muita calma

Por isso, é necessário ser cético sobre dicas de produtividade. Às vezes, acordar às cinco da manhã não é a resposta que você estava procurando. Isto é, o melhor horário de trabalho de um outro profissional pode ser a pior hora para você. 

3) Distrações? Melhor não

Você precisa entregar uma arte até o final do dia? Ou finalizar um texto? Ou completar aquele projeto parado? Basicamente, você tem as demandas, mas não encontra o foco para terminá-las.

Esses momentos de procrastinação são impulsionados pelas distrações. Aquele vídeo no Instagram, aquela foto no Facebook, aquelas mensagens em grupos de Whatsapp…

Tudo aquilo que você poderia checar depois, mas está fazendo no momento em que deveria estar trabalhando são as famosas distrações. 

Se você tem dificuldade para estabelecer um tempo de trabalho, há uma técnica que pode te ajudar: o método pomodoro.

Mas, o que é isso? A técnica Pomodoro é um método de gerenciamento de tempo que consiste na utilização de um cronômetro para dividir o seu trabalho em períodos de 25 minutos, separados por breves intervalos de tempo. 

Você pode utilizar o seu próprio cronômetro no celular ou usar sites online ou aplicativos que possuem ciclos de pomodoro completos, como:

4) Delegue tarefas

Muitas vezes, você não está sendo produtivo, pois está executando muitas tarefas ao mesmo tempo. 

Lembre-se: você é uma pessoa só e não conseguirá dar conta de tudo. Portanto, aprenda a delegar demandas para outras pessoas. Isso se aplica no trabalho, mas também na sua vida pessoal.

Não espere chegar a exaustão para fazer isso. Sendo assim, ao dividir suas tarefas você terá mais tempo de qualidade para investir nas demandas que você mais gosta. 

5) Você não precisa ser produtivo o tempo todo

Não faça da produtividade a sua inimiga. A verdade é que você não será produtivo o tempo todo e está tudo bem. Em resumo, o ócio também é amigo da produtividade e criatividade. 

São nos momentos em que você não faz nada que novas ideias surgem. Em entrevista para Mentorama, o designer Leonardo Moura contou como lida com bloqueios criativos e sua dica de ouro é não se cobrar tanto

Quando eu vejo que estou num bloqueio, eu saio, brinco com meu filho, dou uma volta, faço qualquer outra coisa. Aí quando eu volto as coisas melhoram, isso é certo”, aponta Moura. 

Que tal colocar essas dicas em prática no seu dia a dia? Nos conte nos comentários que técnicas você usa para impulsionar sua produtividade.

Quer impactar sua carreira? Entre em contato e descubra como podemos te auxiliar. 

Categorias
Carreira

“Se você quer ser Designer tem que saber utilizar a criatividade ao seu favor”

Trabalhar com Design é estar em uma relação constante com a criatividade. E isso é algo que o designer Leonardo Moura sabe bem. 

Em 2011, ele criou o seu canal no Youtube Palestino Design, onde compartilha dicas e tutoriais que auxiliam outros profissionais a resolverem problemas fáceis e complicados das principais plataformas digitais utilizados por designers.

perfil de um homem desenhando em uma mesa digitalizadora
O canal no Youtube Palestino Design tem mais de 60 mil inscritos. Imagem: Leonardo Moura

Nessa entrevista exclusiva, ele contou sobre sua trajetória, deu dicas de carreira e falou um pouco sobre sua relação com criatividade e como lida com bloqueio criativo. 

Quer saber mais? Então confira a entrevista completa abaixo. 

Nos conte um pouco sobre sua trajetória profissional. 

Eu comecei trabalhando em uma gráfica, trabalhei nela por 3 anos, aprendi muita coisa lá, mas vi que eu queria mais, eu podia oferecer mais de mim.

 Então, fui trabalhar em um colégio particular para ajudar no marketing da escola, trabalhei por uns 3 anos nesse colégio e fui para uma agência onde fiquei mais uns 3 anos. Tudo é 3 anos (risos), não sei o porquê… 

Aí resolvi trilhar meu caminho como freelancer e hoje atuo como freelancer para esse mesmo colégio. Nesse tempo, o Palestino surgiu, a partir daí se tornou  muito maior que o Leonardo e tá aí até hoje.

O seu canal “Palestino Design” no Youtube tem mais de 60 mil inscritos e é uma referência para muitos profissionais. Como surgiu a ideia para criar essa conta?

Em 2011 quando comecei, eu não encontrava nada sobre como solucionar problemas fáceis relacionados a Design e aos programas da Adobe.

Desde o início eu criei o canal com a intenção de ajudar as pessoas a não passarem por perrengues que eu passei por não ter informações. 

Desde um simples problema de não saber criar um documento até um problema mais sério relacionado a fechamento de arquivos.

E por que a escolha de “Palestino Design”?

Como o meu apelido era Palestino e eu já assinava minhas artes com esse nome, na minha cabeça eu era uma empresa que estava ali sem ganhar nada, mas oferecendo algum serviço de Design. 

Então eu optei por colocar esse nome bem atípico, que falasse do que se tratava e ao mesmo tempo chamasse a atenção pelo nome diferente.

A indústria de Design tem crescido muito nos últimos anos e inúmeras pessoas vêm buscando uma carreira na área. Quais suas dicas para quem está começando?

A dica que eu sempre dou nos meus vídeos e lives é: estude muito, e quando eu falo estudar, não é só faculdade. 

Hoje, existem inúmeras ferramentas de estudo, como livros, e-books, vídeos, cursos online. Quanto mais preparado você estiver, melhor vai ser pra você chegar no mercado.

Muitas pessoas tem uma ideia de que para trabalhar como designer gráfico é preciso saber desenhar, isso é verdade?

Na minha humilde opinião, isso é fake (risos). Eu acredito muito no poder da criatividade. Eu sempre digo, se você quer ser Designer tem que saber utilizar a criatividade ao seu favor. 

O “saber desenhar” ao meu ver é apenas um diferencial no seu currículo, mas não é fator decisivo para você ser um Designer de qualidade.

Trabalhar com design é utilizar constantemente a criatividade, onde você busca inspiração? E como você lida com bloqueio criativo?

As minhas melhores fontes de inspiração atualmente estão no Instagram e aproveitando eu já vou dar uma dica pra vocês: tem um botãozinho para salvar as publicações que você gosta e isso é bom demais, eu faço direto, pois sempre que preciso de uma referência ou ideia eu sei onde procurar. 

o perfil de um homem desenhando em uma mesa digitalizadora
A criatividade é a maior aliada de designers. Imagem: Leonardo Moura

E a melhor dica que posso dar pra você furar o bloqueio criativo é relaxar, não se cobrar tanto. Quando eu vejo que estou num bloqueio, eu saio, brinco com meu filho, dou uma volta, faço qualquer outra coisa. Aí quando eu volto as coisas melhoram, isso é certo.

As vagas de emprego em design geralmente requerem um portfólio. No entanto, muitos iniciantes na área ainda não tem experiência no mercado, é possível criar um bom portfólio sem ter trabalhado em design ainda? 

Vou contar um segredo para vocês. Eu nunca montei um portfólio… (risos) sério. Em todas as empresas que eu trabalhei, inclusive agências, sempre fui contratado pelos trabalhos que estavam no meu Instagram e Facebook.

Eu acredito muito no poder das redes sociais e em como você pode utilizá-las para montar seu portfólio, seja ele com projetos reais ou fictícios.

Você é um dos embaixadores da Wacom aqui no Brasil. Na sua visão, como a tecnologia pode ajudar no trabalho de designers e profissionais ligados às artes?

Se você quer trabalhar com arte, design ou ilustração, é indispensável que você tenha ótimas ferramentas para chegar no seu melhor. Eu tenho muito amor pela Wacom e por mesas digitalizadoras desde que comecei nessa área.

  É como eu falo, é possível chegar em resultados apenas com o mouse? É. Porém, com a Wacom esses resultados são muito mais rápidos e com uma qualidade monstra. 

Eu tenho uma mesa digitalizadora e um display e posso garantir que é muito mais prático você ter ferramentas para te ajudar no trabalho, isso faz toda a diferença.

Quer impactar sua carreira? Entre em contato e descubra como podemos te auxiliar.

 

Categorias
Carreira

Criatividade como resultado da curiosidade: entrevista com Fabio Caveira

Criatividade, uma palavra muito conhecida, cheia de significado e ideias, mas que pode causar pânico! Você já ouviu falar em branco criativo ou já teve algum bug ao tentar fazer alguma tarefa que pedia para você pensar “fora da caixa”? 

Pois é! Isso se chama “tentar acionar a criatividade” ou algo do tipo (na verdade não existe um nome pra isso, mas a gente deu mesmo assim. Percebe-se o esforço da redatora em ser criativa neste texto…).

A verdade é que a criatividade ainda pode assustar muitos profissionais iniciantes, principalmente aqueles que trabalham em áreas pertencentes a esse setor, como Design, Arquitetura, Publicidade e Comunicação no geral.

Leia também: Melhores plugins para usar no Figma

E o mercado da criatividade é GIGANTESCO!

Só no Brasil, o setor é composto por cerca de 52 mil companhias que detêm 87,6% dos negócios e empregam, cada, até 19 funcionários. E não para por aí!

De acordo com a edição de 2019 do Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, o mercado abriu mais de 24 mil vagas para profissionais criativos, se classificando como a nova economia do século 21: a economia criativa. 

Fórmulas, mágica, gênio da lâmpada [e a lista continua]? Infelizmente nenhuma dessas soluções estão à nossa disposição no momento.

Criatividade como resultado de curiosidade: entrevista com Fabio Caveira - Mentorama
Criatividade como resultado da curiosidade: entrevista com Fabio Caveira (Imagem: Mentorama)

Mas o que podemos fazer para sermos mais criativos? Quais são as técnicas que grandes nomes desse mercado utilizam? E como está o mercado da criatividade hoje?

“Somos chamados para ajudarmos com uma visão diferente e, a partir disso, criarmos algo novo

É assim que o nosso entrevistado do dia, Fabio Caveira, abre o bate papo sobre o tema, compartilhando com a gente a sua visão sobre a área criativa no Brasil e no mundo. 

BIO DO ENTREVISTADO – FABIO CAVEIRA
Fabio se considera "louco por publicidade", e sua carreira o já levou por todo o mundo: 
do Brasil a Portugal, Polônia, Romênia, Jordânia, Catar, China e agora Dubai. Depois 
de trabalhar em redes globais como J. Walter Thompson, Leo Burnett e Y&R, decidiu
migrar para o lado de agência, trabalhando em Shenzhen, na China. Depois de 2 anos, 
juntou-se à  Ogilvy como Diretor Criativo do Grupo, atuando em Dubai.

Algumas marcas que passaram pelas mãos do profissional: Huawe, QNB (Banco Nacional do
Qatar), Kia Motors, Portugal Telecom, Coca-Cola e Petrobras.

Além disso, Fabio é amplamente reconhecido pela indústria, recebendo prêmios e 
indicações como London International Awards, New York Festivals, Ad Stars Asia, Lisbon 
International Advertising Festival, Brazilian Creative Club - CCSP.

Sendo destaque em várias edições do Lürzer's Archive, Fabio também atuou no júri de 
festivais no Brasil, EUA, Coreia do Sul, Portugal e Reino Unido.

www.fabiocaveira.myportfolio.com

#entrevista “Criatividade como resultado da curiosidade”

Boa leitura!

1) Lemos no seu perfil algo inusitado e gostaríamos de começar com isso: por que raios você ainda não experimentou feijoada?

Eu era o típico cara “fresco” quando criança e cresci assim. Não comia várias coisas e tenho que admitir que eu era mega pentelho. Mas foi só sair do Brasil que comecei a experimentar novos pratos e sabores. Hoje, tendo oportunidade, gosto de provar comidas diferentes e exóticas, já comi desde morcego nas Ilhas Seichelles até cérebro de porco na China, mas ainda estou devendo a feijoada.

2) Sendo sua paixão viajar pelo mundo, experimentar novos sabores e conhecer novas culturas, o que mais te impactou pessoalmente e profissionalmente ao longo desses anos?

Pessoalmente foi ver o quão diverso é o mundo e as pessoas, e como é pouco ficar preso a um só lugar. Sei que é um privilégio poder viajar para vários lugares e ainda trabalhar com o que se gosta, mas eu recomendaria a qualquer um que caso tenha a chance de sair do lugar onde está, sair e ir ver o mundo ao vivo, fora das telinhas: saia e faça isso. O mundo é muito grande e as experiências e trocas são o que de melhor pode acontecer.

Profissionalmente foi descobrir que não somos donos da verdade (sim, muitos acreditam que são). Não somos contratados para mudar o entendimento do que é feito em determinado lugar, somos chamados para ajudarmos com uma visão diferente e, a partir daí, criarmos uma coisa nova.

É uma mistureba que pode dar certo ou não, e o quanto mais cedo você perceber que a sua verdade não é a única, você vai conseguir se inserir no seu novo lugar e fazer parte dele.

3) Sobre trabalhar no exterior, você poderia compartilhar conosco algumas dicas sobre como se preparar para buscar uma carreira fora? 

Você primeiramente deve ter em mente para onde gostaria de ir, qual agência, com quem trabalhar, coisas desse tipo, além de estar aberto a ter que, talvez, reaprender tudo. Ninguém liga muito para o que você já fez, e você vai ter que provar tudo de novo.

O inglês, dependendo do país que você for, vai ser primordial, ainda mais se você for redator. Mas não é regra.

Demora, é um processo demorado, tenho um amigo que levou 4 anos até conseguir uma oportunidade e hoje está em Cingapura. Não desista, crie uma rotina para acessar vagas e falar com os recruiters e pessoas que você conheça ou venha a conhecer.

O LinkedIn é uma ótima ferramenta. Lá você consegue fazer uma network interessante, saber sobre o que acontece no mercado em vários lugares e até saber de potenciais vagas.

4) O que é ser criativo, na sua opinião?

É ver o óbvio, mas de forma diferente. É ver diferente algo que todos veem da mesma maneira e achar um jeito inusitado de se contar esse algo. É meio que ser uma esponja também, você é feito das referências que você adquire com o passar dos anos, e acredite: tudo é referência.

5) Agora, aquela pergunta básica sobre a criatividade: como ser mais criativo? Existem meios [fórmulas] para desenvolver a criatividade? E como fugir ou lidar com o branco criativo?

Eu acho que todos somos criativos, mas a maioria vai perdendo o “dom” com o tempo por não exercitá-lo.

O mais próximo que você for da maneira de pensar de uma criança, que testa sempre coisas novas, não tem medo de errar e sempre se diverte ao tentar algo novo é o caminho. Trabalhar com criatividade é e deve ser divertido antes de tudo.

A fórmula é fazer sempre mais e fugir da saída mais fácil. Não existe segredo.

Já o branco criativo sempre vai existir. É tipo a “síndrome do impostor”, você sempre acha que vai chegar um dia que você não vai conseguir resolver um job e vai ser desmascarado…. mas você sempre acaba resolvendo.

6) E como fica a questão da criatividade trabalhando em países tão diferentes? Por exemplo, existe uma “verdade universal” sobre o que é ser criativo globalmente ou isso varia de local para local? Como lidar com esse tipo de situação?

Trabalhar com culturas diferentes é bacana porque você sempre aprende algo novo e acrescenta ao seu repertório (lembra da esponja que falei lá em cima?).

Verdade universal não sei, mas o aspecto cultural influencia muito no seu trabalho. Quando eu trabalhei na China foi difícil usar o humor tão comum a nós, latinos. A cultura oriental é mais sensível e tudo é voltado para verter as pessoas às lágrimas.

De novo, você não pode achar que vai chegar em uma cultura nova e mudar tudo. Não tem como.

Não existe certo e errado, existem maneiras diferentes de se fazer a mesma coisa e aí é que está a graça de se trabalhar com criação: você tentar achar uma maneira de se fazer interessante nesse novo universo.

7) Já sabemos que você é fã de memes, mas o que você acha sobre a facilidade do brasileiro em fazer meme com praticamente tudo? Vamos combinar que os memes brasileiros dão de 0 a 10 nos demais, né?!

O brasileiro tem que ser bem humorado até porque para se viver em um país com as inconstâncias políticas, sociais e econômicas como o Brasil, vira condição primordial para não acabar surtando.

8) Uso de novas tecnologias na indústria da criatividade: como você enxerga essa expansão do TI aliada à comunicação, resultando em projetos criativos cada vez mais tecnológicos e imersivos?

Eu acredito que independente de novas tecnologias e meios que surjam, o que vai determinar o sucesso de uma campanha vai ser sempre o poder da ideia que ela carrega e a pertinência dela com o problema que se pretende resolver.

Hoje você consegue ver muita tecnologia atrelada à campanhas, mas quando você espreme sobra um fiapo de ideia e, com o tempo, a novidade passa e fica um grande nada.

A ideia vem antes de tudo. A tecnologia é aliada e não um fim.

9) Pensando mais no mercado global, qual é o foco do setor criativo hoje, principalmente com o boom de diferentes conteúdos na internet, impulsionado pela pandemia e mais presença online?

O foco vai ser sempre resolver o problema do cliente e ser pertinente ao problema que é apresentado. Eu não comungo muito da ideia de que a publicidade deva “salvar o mundo” ou ter um propósito, como vemos cada vez mais e mais em campanhas por aí. Acho que deve haver um equilíbrio. Se você quer salvar o mundo, resolver as desigualdades que te incomodam seria melhor investir seu tempo trabalhando numa ONG, numa organização política para esse fim e dedicar sua vida a isso.

O nosso negócio é menos salvar o mundo, e mais sobre salvar o negócio do cliente. Nós assumimos a voz do cliente, somos pagos para isso, comunicar e vender algo.

Hoje, as marcas têm que saber se posicionar e ser mais entretenimento, visto que o grande competidor delas não é só o conteúdo do concorrente, mas dos Youtubers, Inluencers, TikTokers, bloggers, bloggers e por aí vai. Elas têm que reaprender a fazer parte da conversa e não interromper a conversa de uma maneira brusca.

10) Como juiz em várias premiações ao redor do mundo, o que você sempre leva em consideração ao julgar determinado projeto?

Eu sempre procuro a pertinência da peça na solução daquele problema a que se propõe e se a solução é criativa, inovadora ou inédita de alguma forma e que me faz falar no final: “PQ*/P, queria ter feito isso!”

11) E, por último, se você pudesse compartilhar algumas dicas para quem está começando agora em áreas criativas, quais seriam?

Primeiro: saiba quem fez o que no passado, os anuários estão aí para isso. Não é só respirar propaganda, mas se você não conhecer os grandes nomes e campanhas de ontem você perderá grandes dicas e não aprenderá com eles.

Está tudo online hoje e é de graça.

Seja apaixonado pelo que você faz: se você não for apaixonado por criatividade de maneira geral e não quiser dedicar grande parte da sua vida a trabalhando, grande parte de suas ideias reprovadas e ainda assim se divertir, você vai sofrer muito.

Não fique se comparando com o seu amigo do lado que está subindo na carreira mais rápido do que você, que está ganhando mais do que você, que ganhou mais prêmios que você. Cada um tem seu tempo.

Foque em fazer um trabalho bom, acima da média. Uma hora sua hora vai chegar, sempre chega!

Muitos desistem pelo caminho pois demanda muita entrega, comprometimento e paixão. É f*/da, mas não existe caminho fácil, por isso, foque mais em sua própria jornada.

 

Curtiu o conteúdo e quer impactar sua carreira? 

Entre em contato e descubra como podemos te ajudar : )
O universo da criatividade te aguarda!

Categorias
Carreira

Design inclusivo: uma metodologia para impulsionar inovação

Você já deve ter ouvido termos como “design inclusivo” ou “design universal”, mas você sabe o que isso significa e qual o impacto da aplicação em empresas e organizações?

Nós conversamos com a  Beatriz Lonskis, consultora sênior em UX na Thoughtworks. Nesse bate-papo exclusivo, ela compartilhou suas experiências profissionais, apontou dicas para quem está começando em design e explicou conceitos importantes.

Quer saber mais? Leia abaixo:

Nos conte um pouco sobre sua trajetória profissional. 

A minha jornada profissional iniciou em design gráfico e editorial em 2005. Ou seja, atuo com design há 17 anos. Trabalho com UX desde 2011. Já trabalhei em algumas empresas de diversos segmentos como Editora Abril, Terra Networks, Valor Econômico e Itaú.

Atualmente, atuo como consultora sênior em UX na Thoughtworks. Recentemente, também comecei a atuar como especialista em acessibilidade e mentora para pessoas surdas, que têm interesse em começar ou migrar para a área de UX.

Você tem quase 20 anos de experiência em design e construiu uma carreira admirável. Quando você observa o mercado de trabalho atual há mais oportunidades de trabalho para pessoas com deficiência? 

Segundo a pesquisa Agência Brasil, menos de 1% dos profissionais com alguma deficiência estão no mercado de trabalho.

Ainda há muito chão pela frente para maior inclusão profissional das pessoas com deficiência. 

Mas, felizmente, há um número crescente de empresas conscientes e comprometidas com diversidade, equidade e inclusão (DEI).

Estão surgindo vários programas de capacitação e contratação dos profissionais com deficiência, por exemplo.

O que é design inclusivo e o que mais te encanta na área?

Design inclusivo é uma metodologia que contempla toda a gama de diversidade humana como habilidade, cultura, idade, gênero, entre outras diferenças humanas.

Me apaixonei por essa metodologia quando comecei a estudar em 2017, porque condiz muito com a minha visão sobre projetar o design, que é desenvolver e criar os produtos e serviços para todas as pessoas. 

Ou seja, entender as suas necessidades e incluir as pessoas na sociedade ao invés de excluí-las. Vou compartilhar um trecho que li no livro “Introdução do Design Inclusivo”, de Danila Gomes e Manuela Quaresma: 

“Além de ser uma ferramenta de inovação diante da competitividade industrial, o design busca soluções para questões que afligem a sociedade em áreas como saúde, educação e meio ambiente”. 

Cada vez mais as empresas estão investindo em formas de gerar melhores experiências para os usuários, assim como aprimorar a inclusão e acessibilidade em suas plataformas. Quais são os principais desafios que uma organização enfrenta ao implementar design inclusivo em seus processos e plataformas?

Entre os principais desafios, estão a falta de capacitação técnica e a estrutura dos times especializados em design inclusivo e acessibilidade digital.

 Além de implementar a cultura de acessibilidade digital nas empresas.Tem que estar estabelecida essa cultura no cerne da empresa para, então, escalar os conhecimentos e a entrega dos produtos inclusivos e mais valiosos. 

Em contraponto, quais os principais benefícios da implementação de design inclusivo em uma empresa?

As empresas que adotam a acessibilidade como uma proposta de valor alto, como um motor de inovação, acabam impulsionando a inovação.

Com os produtos mais inclusivos e, consequentemente, inovadores, atendem maior número de clientes. 

Os produtos inclusivos se tornam mais inovadores por conseguirem adotar algumas funcionalidades, que não foram contempladas. Por exemplo, o Xbox Adaptive Controller que chegou no mercado nacional ano passado.

Também há uma funcionalidade de adicionar o áudio com a pronúncia correta de seu nome no Linkedin.

Você poderia citar alguns exemplos de design inclusivo em que você trabalhou e que te fazem sentir orgulhosa?

Aqui na Thoughtworks, fizemos uma pesquisa qualitativa interna sobre diversos perfis das pessoas com deficiência.

Também realizamos workshops com stakeholders para o alinhamento sobre os resultados da pesquisa e geração de insights ricos para as futuras ações e iniciativas. Foi um passo muito importante e especial para mim. 

Ao pesquisarmos sobre design inclusivo, há outros termos que aparecem com frequência, como “design universal”. Quais as principais diferenças entre design inclusivo e design universal?

Pergunta excelente e importante! Os termos são bem parecidos, mas os conceitos diferem entre si. O design universal olha para uma solução que atenda o maior número possível de pessoas. Nisso, as características particulares das pessoas não são contempladas, com pouca possibilidade de adaptação.

O design inclusivo, por sua vez, considera diversas possíveis soluções que atendam a diversidade nas necessidades das pessoas usuárias. 

Design universal é comumente abordado nos espaços arquitetônicos/físicos enquanto design inclusivo é contemplado nos ambientes digitais, onde é possível experimentar e desenvolver diversas soluções digitais para atender à variação nas necessidades diversas das pessoas.

Quais suas dicas para quem gostaria de trabalhar com design inclusivo?

Comece estudando acessibilidade e design inclusivo. Também teste métodos de design inclusivo nos projetos em que estiver atuando. Por exemplo, fazer pesquisas qualitativas e quantitativas com as pessoas de diversos perfis e necessidades e construir personas inclusivas.

Explicar aos gestores, colegas (de diversos papéis) e stakeholders sobre a importância de adotar a acessibilidade no estágio inicial ao invés de deixar para a etapa final.

Também ajuda cultivar networking com os profissionais de acessibilidade e design inclusivo para trocar informações sobre o mercado brasileiro de acessibilidade e suas ferramentas. 

Recado final:

Antes de encerrar a entrevista, gostaria de convidar os leitores a refletir que a inclusão tem muito a ver com projetar o futuro. Como diz a designer Kat Holmes, os momentos de transição tecnológica possibilitam projetar novos modelos que garantam que não gerarão exclusão. 

Se não for considerada a importância da inclusão no cerne da inteligência artificial, corremos o risco de ampliar um ciclo de exclusão em grande escala, difícil de ser revertida.

Enfim, nós, os profissionais de tecnologia, sempre questionamos o status quo, pensamos de forma sistêmica, observando e prevendo o impacto de nossos projetos nas pessoas e no ecossistema e como podem colaborar (ou não) na construção de um mundo melhor. Quem está dentro?

Quer impactar sua carreira? Entre em contato e descubra como podemos te auxiliar.

Categorias
Carreira

“Você não precisa saber de tudo, mas precisa entender o funcionamento de tudo”

Para a QA Analyst, Conie Menezes, planejamento é tudo para conquistar uma carreira de sucesso no Brasil ou no exterior.

Nesta entrevista exclusiva, ela compartilha sua história trabalhando como analista de testes no Brasil e em Portugal.

Além disso, ela conta como surgiu a ideia para criação do projeto Girls Testing e dá conselhos para mulheres que querem trabalhar com tecnologia.

Incrível, não é mesmo? Confira a entrevista completa abaixo!

Nos conte um pouco sobre sua trajetória profissional.  

Sempre fui apaixonada por conhecimento e desafios, então após sete anos como Designer de Interiores, decidi fazer uma transição de carreira para a área de QA. 

Minha primeira casa foi a Metasix, onde pude desenvolver muitas skills e softs skills, entrei como Jr e sai Pleno. Fundei a Comunidade Girls Testing que dá apoio, mentoria e suporte para que outras mulheres também possam fazer a transição de carreira para QA. 

Me tornei criadora de conteúdos sobre QA, tecnologia e empoderamento feminino, também com o intuito de ajudar os iniciantes. Hoje sou Embaixadora da ISQI Brasil e Mentora em transição de carreira.

 Me inscrevi para ser a Coach Reverso do Fábio Câmara (CEO do grupo FCamara) e na entrevista com ele contei minha história e então fui convidada por ele para criar uma trilha exclusiva de migração de carreira gratuita para QA.

 Agora, morando em Portugal, dei início a minha carreira internacional atuando como QA com a consultoria Kwan. 

Quais suas dicas para quem quer começar uma carreira na área de QA? 

Antes de qualquer coisa: planejamento. Pesquisar salários e carreiras na região onde mora ou onde deseja atuar se for remoto, traçar meta de cargos e senioridade. Estudar com foco é outro nível.

Quais habilidades são indispensáveis para ser um profissional de QA de sucesso? 

Eu acredito que a principal habilidade de um QA de sucesso seja uma visão sistêmica.

 Você não precisa saber de tudo, nem fazer tudo, mas precisa entender o funcionamento de tudo. Muitas pessoas confundem esses fundamentos. 

Visão sistêmica é uma das habilidades de analistas de testes de sucesso

Quando você enxerga além das suas obrigações , você aprende mais. E isso vai fazer você ter sucesso.

Você é a idealizadora do Girls Testing, um projeto para ajudar mulheres que estão iniciando em QA, como surgiu a ideia para criar essa iniciativa? E o que te motiva a continuar com o projeto?

Eu amo como a comunidade começou, estava eu no facebook respondendo questões em grupos de QA e duas meninas, Rosana e Cassia me chamaram e pediram ajuda para estudar e que eu fosse mentora delas.

Então, começamos a fazer encontros de estudo pelo meet e a cada encontro mais meninas surgiam. Comecei a criar materiais para estudarmos e a ensinar o que eu ia aprendendo. 

Daí surgiu o grupo no whats e todo resto que já conhecem. Só no ano de 2021 mais de 100 mulheres foram ajudadas por mim e pela Girls Testing. 

O feedback que recebo de quem ajudo faz com que eu continue e me dá certeza que estou no caminho certo.

Muitas pessoas têm realizado transição de carreira para tecnologia e investem em QA como uma possibilidade de crescimento. Quais os seus conselhos para a transição de carreira não ser tão estressante?

Se você se programa, você fica leve, você segue um cronograma e pronto. Eu falo para minhas mentoradas estudarem apenas de segunda a sexta, fim de semana é para descansar. 

Se você se organiza e se policia para estudar e não ficar à toa nas redes sociais, quando menos esperar, você já fez a transição.

Quer mais dicas sobre transição de carreira? Então, confira o webinar gratuito e exclusivo ministrado pela Conie Menezes:

Recentemente, você se mudou para Portugal. Como foi seu planejamento para essa mudança e como está sendo a experiência de trabalhar com QA em outro país? Quer deixar alguma dica para quem tem esse sonho mas se sente inseguro?

Eu participei de vários processos seletivos e quando fizeram sentido eu fui a Portugal para conhecer, já tinha essa vontade e aproveitei meu aniversário para visitar um novo país. 

 Quando voltei ao Brasil, eu tinha a certeza que era exatamente isso que eu queria: mudar para Portugal. Comecei a organização financeira e burocrática, negociei bem meu contrato de trabalho com a consultoria que eu escolhi e informei a empresa que eu trabalhava no Brasil da minha saída.

 Cumpri o aviso prévio (gente , façam isso, vale a pena $$) e comecei a parte da mudança real, me despedi de amigos de SP e fui ao RJ também me despedir dos amigos e familiares, porque certamente vou demorar a voltar ao Brasil, pois quero conhecer toda Europa. 

O conselho que dou para quem quer fazer essa aventura é: pesquise salário e custo de vida nas localidades em que deseja morar, porque para cada lugar é diferente, se você vai com família ou sozinho, tudo isso muda também.

Já deu pra notar que eu sou a louca das pesquisas, né? Fora isso, precisa ter coragem, é TUDO novo, tudo mesmo, idioma, cultura, nome das comidas…Planejamento é tudo na vida.

Aos poucos, o mercado de trabalho vem se tornando inclusivo para mulheres, mas ainda há uma baixa representação feminina na tecnologia. Que dicas você daria para as mulheres que estão buscando uma carreira em tecnologia?

Meninas e mulheres, esqueçam tudo que já lhes disseram até hoje, escolha uma carreira tecnológica da mesma forma que você escolheria qualquer outra, seja estética, seja de humanas, não importa…

 Você tem a mesma capacidade de escrever códigos como cortar um cabelo, você pode ser professora do maternal ou pode ir  à lua, tanto faz, basta você querer, estudar, se especializar e se impor. 

Foi assim que eu mudei de carreira com duas filhas, depois dos 30 anos e solteira. Nunca escutei quando disseram que eu não poderia fazer tal coisa , eu só fui lá e fiz.

Quer impactar sua carreira? Entre em contato e descubra como podemos te auxiliar.

 

Categorias
Carreira

“A área de UX & UI Design está melhor do que nunca”

Conversamos com Andrey Knabbenn, product designer na Simples Dental e criador do perfil @andreyknabbenn no Instagram, referência em UX & UI Design. 

Ele compartilhou sua trajetória na indústria de design, dicas para quem está começando e conselhos sobre como se destacar em entrevistas de emprego e no mercado de trabalho.

Quer saber mais? Leia a entrevista exclusiva abaixo:

Nos conte um pouco sobre sua trajetória profissional.  

Bem antes de começar minha carreira, eu sempre tinha em mente uma coisa: eu quero trabalhar com algo que seja no computador. 

Aos 13 anos, eu já “brincava” no photoshop manipulando imagens e me encantei ainda mais quando descobri que dava pra ganhar dinheiro com isso. Então, eu criei e vendi um flyer que fiz com o que tinha aprendido fuçando a ferramenta.

Nessa época, eu nem sonhava com o poder do design, ou como eu poderia usar isso como carreira. O meu primeiro emprego foi numa gráfica, onde trabalhava com impressão e fazendo cartões de visita em menos de 5 minutos com o cliente ao lado guiando o meu mouse. 

Foi um emprego que fiquei pouco tempo, mas me ajudou a ter as primeiras noções básicas. 

Noção 1: o design não é para mim, é para o cliente. 

Noção 2: As coisas precisam ter um propósito. 

Noção 3: descobri que na prática eu não gostava tanto assim de design gráfico e isso foi valioso para nortear minha carreira e vida profissional para um rumo a qual me sentia mais realizado.

A partir daí, trabalhei outro tempo em uma agência que ainda fazia materiais gráficos, mas com um “pé” já no digital, e as coisas ficaram melhores ainda no meu terceiro emprego, também numa agência, mais voltada para a criação de sites.

Nesse emprego, desenvolvi MUITO minha habilidade de criação e comunicação, descobri que na verdade, a comunicação é uma das skills mais importantes na área, e isso a faculdade não ensina. 

Ainda nessa época, eu criava sites tendo em mente o propósito do cliente, o objetivo de o site existir, e levando em consideração as regras de usabilidade, mas foi apenas depois daí que eu descobri sobre a área que tanto amo: UI / UX.

Descobri que eu já pensava em User Interface e Experiência do Usuário, mesmo sem saber que existia um estudo gigantesco e em constante crescimento.

A época em que mais desenvolvi essas skills e estudei a fundo a parte de UX em produto, foi quando comecei a trabalhar com produto digital na Organizze.

Muito do meu aprendizado foi através do “conhecimento sob demanda”, eu sempre fui aprendendo conforme lidava com coisas que não conhecia, tudo o que eu não sei, eu pesquisei e aprendi, foi isso que me deu muito aprendizado para seguir por 3 anos no cargo de Product Designer na Organizze, gerando melhorias para o app e criando features que geram valor para o produto, usuários e negócio.

E como estou hoje? Hoje estou em outro desafio: trabalhando para a área odontológica, atuando como Product Designer na Simples Dental, aprendendo cada vez mais sobre essa área que ainda é nova pra mim, e me dedicando a cada dia mais para gerar valor e experiências prazerosas para as pessoas.

Na sua opinião, como está o cenário brasileiro para quem quer trabalhar com UX & UI Design?

Está melhor do que nunca, as empresas estão entendendo cada vez mais sobre a necessidade da nossa área. 

Elas estão aprendendo que o que a gente faz não é apenas deixar as coisas bonitas, mas gerar valor e aumentar a chance de crescimento da empresa com profissionais que entendem sobre como gerar valor e traduzir ideias para os usuários finais.

Quais as suas dicas para quem quer começar uma carreira em UX & UI Design?

Primeiro de tudo, começar com os fundamentos básicos, entender sobre a diferença entre UX e UI e como essas áreas funcionam de “mãos dadas”.

Conhecer os fundamentos básicos de UX & UI Design é fundamental

Diria que também é indispensável estudar sobre metodologias de UX, para pelo menos começar a conhecer e entender como funciona, mas não precisa se preocupar em decorar nada. 

Para a parte de UX também é importante conhecer sobre as regras básicas e Leis de UX. Fica a dica aqui de alguns sites:

Leis de UX: https://lawsofux.com/

Vários links para te auxiliar: https://www.uxlibrary.org/

Blog de UX super útil: https://www.nngroup.com/articles/

E claro, investir em um curso também é uma ótima opção, pois é um bom atalho, já que você conseguirá seguir um “roteiro” para crescer de forma mais linear e guiada.

O seu perfil no Instagram (@andreyknabbenn) é uma referência para muitos profissionais que trabalham ou pretendem trabalhar com UX & UI Design. Como surgiu a ideia para criar o perfil? E de onde vem a inspiração para os temas que você aborda no perfil?

Esse meu perfil surgiu como uma forma de eu documentar meu aprendizado, essa é a ideia original. Eu estudei muito sobre retenção de conhecimento, e vi que uma maneira que facilita o aprendizado é escrever sobre o que se aprende e ensinar outras pessoas. 

Resolvi unir o útil ao agradável.  Com esse perfil eu aprendo e ainda ajudo outras milhares de pessoas a aprenderem também.

Muito da inspiração dos conteúdos que eu produzo vem do meu dia a dia, geralmente eu esbarro em alguma ideia enquanto estou trabalhando, e guardo como um insight para postar no meu instagram posteriormente.

A pandemia intensificou o número de brasileiros que trabalham para empresas de outros países e recebem em moeda estrangeira. É possível trabalhar dessa forma como UX & UI Designer?

Muito, na verdade, esse tem sido até o novo padrão. As empresas estão entendendo que o home-office deu certo. Hoje, o nosso trabalho é muito centrado no computador. 

Conseguimos nos comunicar facilmente com o time por meio de reuniões online, conversar com usuários, fazer testes de usabilidade. Enfim, tudo tem funcionado para que a gente consiga fazer nosso trabalho normalmente de forma remota.

Muitas pessoas também têm migrado de outras áreas para UX & UI Design, pois veem essas profissões como possibilidades de crescimento e impacto. Quais conselhos você daria para a transição de carreira não ser tão estressante?

Levar tudo numa boa e entender que é normal o “medo” de ter que lidar com tanto conteúdo. A nossa área tem um leque gigante de opções e de coisas para aprender, o segredo é ter foco e criar um plano de estudos para descobrir as coisas de forma gradativa.

Eu, por exemplo, aprendi muita coisa sob demanda, conforme fui precisando. 

Outro ponto, é que quando se trata de transição de carreira, é interessante fazer um “test drive” na área, então a dica que dou é ver conteúdos sobre pessoas que já estão trabalhando com isso para entender se você realmente irá se sentir bem com a área no dia a dia.

Isso é o que eu chamo de “transição segura”, o segredo é ir com calma e não se preocupar em saber tudo, eu até hoje vivo descobrindo coisas novas, isso é super normal.

Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, habilidades em design estão entre as 15 competências que são consideradas de alta demanda dentro das organizações. Cada vez mais as empresas vêm investindo na contratação de profissionais de Design. Para quem está no processo de entrevistas de emprego, quais as suas dicas para uma entrevista bem sucedida?

Acho que primeiro de tudo é interessante entender o propósito das coisas, o “porquê”. Numa entrevista, por exemplo, se você estiver apresentando o seu case, seja claro sobre o porquê das decisões que tomou. Os avaliadores querem entender o propósito, sua linha de pensamento e sua capacidade de resolver problemas.

Outra regra de ouro é você chegar com um estudo prévio da empresa a qual está fazendo a entrevista, para não cair “de paraquedas”. Isso fala muito sobre você, mostra que você tem um senso de compromisso, quer mesmo fazer parte da empresa, e já tem um conhecimento prévio sobre o porquê de estar ali. 

Isso é o básico: saber o mínimo sobre a empresa. E uma dica  extra (que nem sempre é aberta para todos), é ter noção sobre os produtos/projetos que a empresa já possui atualmente. 

Quer impactar sua carreira? Entre em contato e descubra como podemos te auxiliar.

Categorias
Carreira

Mulheres na tecnologia: iniciativas que impactam

As oportunidades para mulheres no setor de tecnologia vêm crescendo cada vez mais. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a atuação feminina em tecnologia saiu de 27,9 mil para 44,5 mil profissionais em 2019, com um crescimento de 60%.

No entanto, mesmo com esse aumento o mercado de tecnologia ainda sofre com a falta de mão de obra qualificada. E um dos principais motivos para essa realidade é a ausência de mulheres em TI.

Mesmo representando a maioria da população que frequenta o Ensino Superior, as mulheres representam apenas 22% das turmas de Ciência de Computação no Brasil, conforme dados do Censo IBGE 2010. 

Diante desse cenário, é possível afirmar que esse é um bom momento para mulheres que se interessam em tecnologia investirem em suas carreiras

Como aponta QA Sênior da Oracle, Leticia Maine, em entrevista para Mentorama , o mercado atual de tecnologia é mais receptivo para as mulheres, contudo, a representação feminina nesse setor continua sendo menor. 

“A área propõe muitas oportunidades e nós mulheres nos destacamos positivamente porque temos em nós a determinação praticamente enraizada”, aconselha Letícia Maine. 

Iniciativas de impacto

A cada ano as mulheres ocupam mais espaço em diferentes setores do mercado de trabalho, em TI não é diferente. Contudo, isso acontece a base de muita luta e iniciativas de impacto promovidas por e para mulheres. 

Nós separamos algumas iniciativas que têm impactado positivamente a indústria de tecnologia no Brasil e auxiliam na abertura de portas para mulheres. Confira abaixo. 

A cada ano as mulheres ocupam mais espaço em diferentes setores do mercado de trabalho
PrograMaria

A PrograMaria nasceu a partir de um grupo de mulheres, designers e jornalistas, que queriam aprender a programar. Elas utilizaram das dificuldades e desafios que tinham em comum para se apoiarem no processo de aprender programação. 

A iniciativa composta de um meta-site sobre mulheres na tecnologia visa gerar reflexão, inspiração e aprendizados. Além disso, elas buscam contribuir para que mais mulheres se sintam confiantes para buscar uma oportunidade no mundo da tecnologia.

Grandes companhias de tecnologia também têm investido em iniciativas focadas em mulheres. Esse é o caso do Women Techmakers, um programa do Google focado em promover visibilidade, comunidade e ferramentas para mulheres na tecnologia. 

O programa existe desde 2014 e a cada ano reúne milhares de mulheres que trabalham com tecnologia. O Women Techmakers já promoveu cerca de 600 eventos e possui mais de 80 mil mulheres cadastradas como membros. Além de oferecer programas de liderança. 

Uma das iniciativas é o Women Techmakers Ambassadors, um programa para embaixadoras do mundo inteiro que trabalham com tecnologia e impactam em suas respectivas comunidades. Para se inscrever, basta clicar aqui

Reprograma

Focadas em impacto social e na redução de desigualdade no setor de tecnologia, a Reprograma foca no ensino de programação para mulheres cisgênero e trans que não possuem recursos e oportunidades para aprender a programar. 

A iniciativa oferece cursos, encontros e desenvolve materiais textuais e guias sobre programação para auxiliar no aprendizado, desenvolvimento e no aumento da representatividade feminina no mercado de trabalho.

Meninas digitais

O programa Meninas Digitais é focado em estudantes do ensino médio e anos finais do ensino fundamental e desenvolve iniciativas para despertar o interesse em tecnologia e incentivá-las a buscarem uma carreira em computação. 

Para atingir esse objetivo, são oferecidos minicursos, oficinas, palestras e dinâmicas. Até o momento, mais de 18 mil pessoas foram conectadas pelo programa em 10 anos de história. 

Essas iniciativas são a prova de que lugar de mulher também é na tecnologia. 

Quer impactar sua carreira? Entre em contato e descubra como podemos te auxiliar.