Aprender Design de Games do zero é possível? Nosso aluno prova que sim

Batemos um papo com Maurício Wolff Garcia, Mentoramer que venceu a nossa Game Jam em parceria com Gilliard Lopes

Trabalhar com games pode parecer assustador no início. Afinal, é necessário dominar diversas habilidades para criar um jogo. Contudo, é super possível aprender tudo do zero.

Nosso aluno de Design de Games do zero ao PRO,  Maurício Wolff Garcia, é o exemplo vivo disso. Atualmente, ele trabalha em Porto Alegre na Painful Smile como Designer de Games. 

E não para por aí… Em 2021, Maurício venceu a Game Jam da Mentorama em parceria com Gilliard Lopes, senior Game Designer do Electronic Arts Vancouver na série FIFA.

Confira a entrevista e se inspire na trajetória do Maurício!

Maurício, conta mais sobre você e as suas experiências profissionais?

Oi! Eu sou o Mauricio Wolff Garcia, uma pessoa louca o suficiente para decidir morar na Rússia por um ano e virar fluente naquela língua que parece mais hieróglifos do que um alfabeto normal. 

Eu moro na região metropolitana de Porto Alegre e estudo Relações Públicas na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), com certeza não é a faculdade mais comum ou recomendada para quem quer trabalhar com jogos.

Eu amo jogar “indies bonitos” como Journey, Firewatch e Dodgeball Academia. Eu já participei de diversas Game Jams e ganhei algumas, trabalhei com Tecnologia e Inovação e hoje atuo como Game Designer na Painful Smile!

Você venceu a nossa Game Jam com o Gilliard Lopes. Qual foi a sensação de alcançar essa vitória?

Foi algo inesperado. Eu achei que o nosso projeto estaria entre os finalistas, mas não esperava ganhar a Jam. Eu fiquei muito feliz de saber que ganhei e ainda mais contente de ouvir os relatos e experiências incríveis que os jurados tiveram ao jogar o nosso jogo (SOLO).

Como você desenvolveu o projeto para a Game Jam?

Vou tentar contar muito resumidamente a montanha-russa que foi o desenvolvimento de SOLO. Nós éramos 6 pessoas neste projeto: eu fui responsável pelo Game Design, Level Design e programação e também auxiliei um pouco a narrativa; o Ígor Ferreira escreveu a história de SOLO; o João Vitor Costa Dias foi o mágico por trás da música do jogo; o Matheus Homsi criou os efeitos sonoros; o Lucas Félix auxiliou na programação do jogo e o Miguel Liberato ajudou na arte de SOLO.

A Game Jam tinha a duração de 2 semanas, durante a primeira semana inteira nós não tínhamos IDEIA do que seria o nosso jogo. Sim, metade do tempo da Game Jam já tinha se passado e a gente nem tinha saído da estaca zero. 

O conceito de SOLO só veio no início da segunda semana. A ideia era fazer um jogo sobre síndrome de impostor bastante focado em sua narrativa. As mecânicas seriam as mais simples possíveis para dar tempo de criar o conteúdo do jogo, as fases e a narrativa.

O meu principal objetivo era, através do Level Design, conectar o jogador e transmitir a ele as mesmas emoções que o personagem estava passando. Portanto, pretendia usar dos níveis para potencializar a narrativa.

Ao longo da semana da Jam, a minha rotina diária era: desenhar as níveis do jogo no meu caderno, construir elas na Unity (Game Engine) e testá-las — os testes são extremamente importantes, nunca se esqueça deles.

 Enquanto eu cuidava das fases e implementação, os outros membros desenvolviam as suas partes do jogo. Nos últimos dias, juntamos tudo e surgiu o SOLO, jogo vencedor da Game Jam. Contando assim até parece que foi tudo flores e abraços, mas existiram vários contratempos; e quase não existiu o jogo.

Conta mais detalhes sobre o seu projeto vencedor 

SOLO é uma experiência introspectiva sobre ansiedade e síndrome de impostor. É um pequeno jogo (15 minutos de duração) de plataforma 2D que se destaca pela sua jogabilidade intrínseca à narrativa. As inspirações de SOLO são variadas, vão do jogo Celeste ao filme Soul da Pixar, além de vários outros jogos de plataforma que inspiraram o Level Design.

O projeto SOLO foi vencedor da Game Jam 2021 da Mentorama em parceria com Gilliard Lopes
Como está sendo a experiência de estudar com a Mentorama?

As atividades do curso são muito boas, se assemelham a uma tarefa que você receberia em um ambiente profissional, o que é ótimo. Eu também estou gostando muito da comunidade que se formou em volta do curso. É muito bom interagir e tirar as dúvidas no Discord com os mentores e os outros colegas.

O que te motivou a escolher o curso Designer de Games?

Eu estava há um tempo de olho no curso da Mentorama, especialmente porque ele é mais especializado. Muitos cursos de desenvolvimento de jogos que eu vejo por aí são amplos demais e não se aprofundam em nenhum aspecto do desenvolvimento. 

O curso de Design de Games da Mentorama é o contrário, ele te leva desde o básico até o avançado do Game Design, te proporcionando um conhecimento muito mais profundo e proveitoso.

Como surgiu o seu interesse pelo mundo dos games?

Quando criança eu AMAVA os joguinhos que vinham nos celulares Nokia. Depois disso, eu ganhei um PS1 e passei exorbitantes horas jogando Spyro. Mas o interesse na indústria de games veio muito tempo depois. Mais precisamente, no ano passado. Eu resolvi aprender programação no início da pandemia.

 Eu estudava Python, mas as tarefas que eu fazia eram muito chatas. Então eu comecei a procurar por outras aplicações para a programação e descobri a Unity. Em um fatídico fim de semana, eu segui um tutorial no YouTube e criei um pequeno jogo e o mandei para um amigo jogar.

 O que aconteceu depois eu posso dizer, tranquilamente, que mudou a minha vida. A sensação de ver alguém jogando o meu jogo, algo que eu mesmo construí, foi inexplicável. Eu só conseguia pensar uma coisa “é isso que quero para a minha vida”. A partir daí, eu comecei a estudar e praticar muito para um dia trabalhar com jogos e eu consegui!

Quais desafios você encontrou ao longo do curso e como está superando eles?

De longe meu maior desafio está sendo conseguir tempo para realizar as tarefas do curso e conciliar com o trabalho e faculdade. Para solucionar essa situação, eu tento sintetizar as minhas entregas do curso. 

É algo que ocorre frequentemente também no desenvolvimento de jogos, é preciso refletir quais aspectos do jogo são possíveis cortar sem que ele perca sua essência. E eu trago isso para a realização das minhas tarefas da Mentorama.

Como você se imagina daqui a 4 anos?

Minha carreira tem tido um crescimento exponencial, a cada ano estou trabalhando com algo totalmente diferente. Então para mim é difícil tentar prever o que me espera daqui a 4 anos. Ainda assim, eu me imagino trabalhando como Game Designer em um dos principais estúdios de jogos do Brasil (sonhar não machuca hahaha).

Você gostaria de dar algum recado?

Se você que está lendo isso almeja entrar para a indústria de jogos, a dica de ouro é: desenvolva jogos. Faça jogos pequenos — quanto menores, melhor — e CONCLUA esses jogos. 

Este é o melhor jeito de adquirir experiência e foi a minha estratégia para entrar na indústria de jogos em 1 ano, sem nenhuma experiência prévia. E, de preferência, faça os jogos em equipe. Para desenvolver um jogo, saber se comunicar é tão importante quanto qualquer outra hard skill.

Dito isso, eu me encontro aberto para bater um papo, tirar dúvidas, dar conselhos amorosos ou qualquer coisa! Só me chamar no Twitter, @4maumau, ou LinkedIn, Mauricio Wolff Garcia. Ah, não esqueça de jogar o SOLO!

Quer se tornar designer de games? Entre em contato e descubra como podemos te auxiliar. 

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